Debate

EUA e o paradoxo da maior potência do mundo com os piores índices de pobreza entre os países ricos

por: Redação Hypeness

Uma reportagem da BBC News decidiu se debruçar sobre um dos mais gritantes paradoxos do mundo contemporâneo: como os EUA podem ser ao mesmo tempo o país mais rico do planeta e o que apresenta os piores índices de pobreza entre seus pares na lista dos países mais ricos? Se nos últimos 50 anos o país conquistou feitos inéditos na história da humanidade, conforme mostra a reportagem esse dado essencial foi pouco contornado: em meados da década de 1960 o país apresentava índice de pobreza em 19% de sua população, hoje o mesmo índice estaciona na casa dos 12%, representando cerca de 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.

Pessoa em situação de rua em Nova York © Getty Images

E o cenário do novo coronavírus parece fadado a agravar ainda mais tal quadro: com o maior número de casos de Covid-19 no planeta e com a pandemia ainda em total descontrole – competindo com o Brasil pelo título de pior condução da crise da pandemia em todo o mundo – os EUA enfrentam a mais grave situação de desemprego no país desde os anos 1930. A situação de pobreza e desigualdade, no entanto, é muito anterior à pandemia e, segundo especialistas, tem sua base em dois motivos, um econômico, outro cultural.

A carência de grandes programas de assistência social ou de apoio à renda, como fazem todos os países desenvolvidos do planeta – motivado pelo fator cultural de se crer que a pobreza é motivo de fracasso individual – torna especialmente difícil mover populações da linha da pobreza para uma situação melhor. Tal quadro se soma às desigualdades raciais e às complexas relações de preconceito com outras minorias, e a situação se torna praticamente incontornável.

Diante da pandemia, uma imensa fila na região de Boston para receber alimentos © Getty Images

O fato econômico determinado é mais pragmático: as transformações tecnológicas, o enfraquecimento dos sindicatos e a corrosão dos direitos trabalhistas acabaram por deteriorar os trabalhos com salários mais baixos, representando cerca de 40% dos empregos no país. Assim, apesar do alto investimento em programas de combate à pobreza, o motivo pelo qual o país mais rico do mundo também é, entre os ricos, o mais desigual e paradoxalmente também o mais pobre, não é uma coincidência ou consequência inesperada: trata-se de uma escolha política. A reportagem completa da BBC pode ser lida aqui.

© Pixabay

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