Diversidade

Marília Mendonça se desculpa por fala transfóbica; comentário pode colocar LGBTs em risco

por: Redação Hypeness

Após ser acusada de transfobia, a cantora sertaneja Marília Mendonça pediu desculpas por meio do seu Twitter. “Pessoal, aceito que fui errada e que preciso melhorar. Mil perdões. De todo o coração. Aprenderei com meus erros. Não me justificarei”, escreveu. Mesmo com a declaração, este é um dos assuntos mais comentados na rede social na manhã desta segunda-feira (10).

A fala de Marília foi transmitida ao vivo, durante live de um show da  cantora no último sábado (8). Ela contou a história de um de seus músicos em uma boate LGBT de Goiânia.

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Após cantar ‘Sensível Demais‘, sucesso de Chrystian & Ralf, Marília Mendonça disse ter se lembrado de uma história que um de seus músicos queria contar. “Eu acho que tô lembrada, foi quando um integrante nosso falou que tocava num lugar? Quem é de Goiânia lembra da boate Diesel, que tinha aqui em Goiânia”, começou a sertaneja.

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A cantora sertaneja Marília Mendonça

Os músicos da cantora começam, então, a dar risada e ela continuou: “E aí não vou falar quem e nem vou falar o porquê, vou ficar calada. Quem lembra da boate Diesel, lembra da boate Diesel. Disse… que lá foi o lugar que ele beijou a mulher mais bonita da vida dele. É só isso. O contexto vocês não vão saber”.

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O guitarrista da banda deixou mais claro que o motivo de piada entre o grupo era uma mulher transexual ou travesti: “Era mulher mesmo”. Em seguida, outro músico cita: “Calma, ninguém falou nada”.

Transfobia mata! 

Muitas pessoas usaram as redes sociais reclamar da atitude da cantora sertaneja e falar sobre como este tipo de ‘piada‘ só prejudica e continua colocando pessoas em risco, afinal, estamos no país que mais mata pessoas transexuais e travestis no mundo, segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia.

Apenas em 2019, 124 pessoas trans foram assassinadas no Brasil, diz levantamento do Dossiê da Antra divulgado em janeiro de 2020. O Nordeste lidera com 45 assassinatos. Quando assunto são números totais, São Paulo aparece como o lugar mais ameaçador para a comunidade trans. O estado mais rico da nação teve 21 assassinatos.

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Foto: Reprodução / Instagram


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