Criatividade

Marinheiros resgatados em ilha no Pacífico desenharam ‘SOS’ na areia

Vitor Paiva - 04/08/2020

De vez em quando a fronteira entre o cinema e a vida se confunde, e aquilo que parecia só acontecer nas telas de repente se dá na realidade – e, feito um milagre, soluciona um problema de proporções justamente cinematográficas. Foi o que se deu com três marinheiros da Micronésia quando se viram perdidos em uma ilha inabitada e remota, em pleno Oceano Pacífico: sem meios de se comunicar, os náufragos recorreram ao velho sistema que o cinema tanto nos ensinou, mas que pelo visto funciona de fato – e conseguiram ser salvos depois de escreverem um imenso sinal de “SOS” nas areias da praia.

© Departamento de Defesa da Austrália/Reuters

Os três marinheiros estavam perdidos há três dias, depois que a pequena embarcação em que viajavam ficou sem gasolina, e acabou desviando da rota que buscavam cumprir: a maré os levou até a inabitada ilha Pikelot, localizada a 200 quilômetros de distância do ponto de onde partiram. Quando se viram em terra firme, o grupo decidiu utilizar o sinal internacional de pedido de socorro e, utilizando folhas e pedaços de palmeira, escreveram “SOS” nas areias. A viagem originalmente percorreria 42 km entre os atóis de Poluwat e Pulap, e os alarmes foram acionados quando autoridades perceberam que a embarcação não havia chegado ao seu destino.

A posição da ilha em meio ao Pacífico © Google Maps

O pedido de socorro na areia foi percebido por um avião que sobrevoava a região, e que passou a informação para um navio australiano próximo ao local. Rapidamente a marinha australiana foi informada, e um helicóptero militar pousou na ilha para oferecer comida e água para os três marinheiros perdidos no último sábado – em seguida uma embarcação da Micronésia os levou de volta para casa.

Soldados saldando os náufragos © EPA

A ilha de Pikelot possui cerca de meio quilômetro de extensão coberta por uma floresta densa, residência de pássaros marítimos e como local para reprodução de tartarugas.

© Reuters

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é mestre e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Publica artigos, ensaios e reportagens, é autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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