Design

Relógio feito de lixo (e lindo) é aposta de empresa focada em inovação sustentável

por: Vitor Paiva

Na corrida por um futuro melhor e mais verde, mais sustentável e menos agressivo contra o meio-ambiente, o tempo urge – e, nesse caso, literalmente: até pra contar o tempo podemos ser ecologicamente correto ou poluente. Para a Vollebak, empresa especializada em inovações sustentáveis para vestimentas em geral, o tempo pode ser mais verde, e pra isso criou o Garbage Watch, um relógio que, como o nome diz, é todo feito em materiais reaproveitados, utilizando o método de upcycling para reutilizar peças e eletrônicos que acabariam em lixões, como peças de computador e restos de outros relógios.

A tradução não poderia ser mais clara: relógio de lixo. O nome, no entanto, não condiz com a estética do Garbage Watch, um produto ainda em protótipo mas que já apresenta um belíssimo e simpático apecto cool, lembrando que o sustentável também é estiloso. “Hoje, a maior parte das 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico gerado anualmente é tratada como lixo normal, mas não é”, diz a empresa, em comunicado. “Na realidade, isso contém muitos dos preciosos metais do planeta, como prata, platina, cobre, níquel, cobalto, alumínio e zinco. Você encontra 7% do ouro do planeta em lixo eletrônico”.

O projeto do Garbage Watch é uma parceria entre a Vollebak e a Wallpaper Re-Made Project, e será lançado oficialmente em 2021. Segundo Steve Tidball, presidente da Vollebak, o relógio foi pensado como um dos tantos primeiros passos para inventarmos o que fazer com o que já temos a fim de combater a poluição no planeta. “Então o relógio nasceu de uma ideia simples: e se o lixo eletrônico não for lixo? E se for simplesmente um material que precisa ser retrabalhado para fazermos novas coisas?”, diz.

Tudo que se vê no relógio, portanto, era originalmente de outro produto: uma placa de um computador, um chip de um smartphone, ou cabos de uma TV – e sem perder de vista o design e a estética do produto, confirmando que nada é mais elegante do que reciclar e cuidar do planeta.

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© fotos: Vollebak/divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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