Inspiração

600 mulheres do mundo criam juntas um ‘cobertor de cura’ contra a violência de gênero

por: Redação Hypeness

A artista Marietta Bernstorff resolveu unir mulheres de todo o mundo no projeto artístico “The Patchwork Healing Blanket / La Manta de Curación” (ou Cobertor de Cura, em tradução livre) como forma de denunciar a violência de gênero. Junto a escritoras, ativistas, professoras e curandeiras, Marietta reuniu 600 trabalhos contemporâneos que misturam arte, política e revolta.

Residente da Cidade do México, Marietta — que também é produtora cultural e curadora — decidiu promover uma atitude simbólica após se ver atormentada com a leitura de uma forte notícia de feminicídio.

– A igualdade de gênero liberta as mulheres e deixa a rotina em família mais gostosa

Além do aumento nos índices de violência doméstica contra mulheres durante a pandemia de coronavírus, a artista também se atentou para as milhares de pessoas do sexo feminino que continuam a morrer, mesmo antes da necessidade de isolamento social, vítimas da misoginia estrutural.

Acompanhada por um grupo de artistas mulheres de Oaxaca e da Cidade do México, Marietta decidiu, então, convidar criadoras de todo o México e de qualquer outro lugar do mundo para fazer parte da iniciativa.

Um projeto coletivo e internacional de arte têxtil, a obra reúne peça por peça, de país por país, em uma espécie de “colcha de retalhos” com 600 artes de protesto de diferentes gerações de mulheres.

Cada “cobertor de cura” está agora em exibição digital na galeria virtual do Social and Public Art Resource Center (SPARC) — uma organização cuja missão é produzir, preservar e promover obras de arte ativistas e socialmente relevantes.

De acordo com o site “My Modern Met”, o SPARC também hospedará um programa virtual chamado The Patchwork Healing Circle (uma espécie de “círculo de cura” relacionado às obras), em que os visitantes podem criar as próprias artes e contribuir pessoalmente com o projeto.

– Tarot de artistas LGBTQIA+, negros e com deficiência recria artes de forma inclusiva

“Cada patchwork é único, já que essas mulheres são de todas as partes do mundo e a linguagem visual que usam depende de qual país elas são e como elas decidem interpretar essas questões”, explica Marietta em entrevista ao “My Modern Met”.

“O projeto é não-violento, criativo e muitas conversas começarão a se desenvolver para ajudar cada comunidade a expressar e manter um diálogo sobre a violência que mulheres/crianças/ Mãe Terra estão vivendo em suas comunidades e países”, continua.

“Por meio desse conceito, desenvolveremos ideias para interromper essa ‘pandemia’ que negligenciamos por tanto tempo.”

Publicidade

Foto: Divulgação/The Patchwork Healing Blanket


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Leo Áquilla rasga certidão de nascimento e se emociona: ‘graças à minha luta me tornei Leonora’