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África: o movimento dos países que exigem indenizações dos colonizadores europeus

por: Redação Hypeness

Os anos de colonização na África por países europeus deixaram marcas profundas na História do continente. Explorados, massacrados e humilhados, as nações hoje formadas ali lutam por reparação. Burundi, Namíbia, Tanzânia e Congo estão entre os territórios que tentam acordo com potências econômicas como Alemanha. Eles exigem quantias em dinheiro assim como obras de arte e artefatos de valor histórico que foram roubados. 

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Um memorial denuncia o genocídio dos povos hererós e namaquas, entre os anos de 1904 e 1908, pelas tropas coloniais alemãs na Namíbia.

Há cerca de um mês, o país de Angela Merkel apresentou uma proposta à Namíbia no valor de 10 milhões de euros. A quantia foi considerada uma ofensa pelo presidente do país africano, Hage Geingob. A colonização europeia ali foi fundamental para promover o genocídio da população local no século XX. 

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Além disso, o presente namibiano mostrou-se profundamente insultado pelo fato da Alemanha não chamar a negociação de “reparação”. Já faz cinco anos desde que as conversas entre os dois países começaram. 

A Tanzânia e o Burundi também pressionam o governo alemão. O primeiro pede que a Alemanha responsabilize-se por crimes de guerra que aconteceram durante a colonização. Já o Burundi espera uma indenização de ao menos 36 bilhões de euros. 

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Uma das consequência para a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial foi a perda de suas colônias na África e no Pacífico, que foram repassadas a países que compunham a Tríplice Entente. Essa divisão, em alguns locais como o Burundi, são consideradas bases de questões conflituosas no país até hoje.  

Na Namíbia, cerca de 100 mil pessoas morreram entre os anos de 1904 e 1908. O genocídio foi resultado de uma política de extermínio adotada pelo governo alemão e os militares que ocupavam a então colônia africana. 

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Fotos: Getty Images


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