Empreendedorismo

Boticário quer ajudar mulheres a combater ‘síndrome da impostora’ no trabalho

por: Redação Hypeness

Para auxiliar no combate à síndrome da impostora dentro e fora do Grupo Boticário, o Grupo de Afinidade Lado a Lado — equipe multidisciplinar de colaboradores que atua pela equidade de gênero dentro da empresa — lançou a campanha #MulheresInquietas. Criada para se tornar uma corrente de trocas de experiências e desabafos pessoais e profissionais entre mulheres, a iniciativa acontece dentro do LinkedIn e já reuniu relatos importantes e transformadores na rede social.

A síndrome da impostora (propositalmente no feminino aqui) acontece quando uma mulher capacitada duvida de si mesma, das próprias habilidades e dos feitos intelectuais e profissionais que a levaram até o ponto onde se encontra na carreira. Ela se sente uma fraude, sente que o caminho inteiro foi pura sorte, que não foram conquistas próprias e merecidas.

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“Além de conversar com uma das nossas essências (somos inquietos) aqui no Grupo Boticário, o projeto #MulheresInquietas veio para encorajar mulheres a continuarem buscando pelos seus sonhos profissionais e para revertermos essa estatística em que as mulheres duvidam mais do seu potencial do que os homens”, explica Luiza Sinzato, líder do Grupo de Afinidade e gerente de novas categorias da marca Quem Disse, Berenice?, sobre o projeto.

“São testemunhos autênticos e fortes que geram reflexão e conexão para todas nós.”

Veja três trechos dos depoimentos compartilhados na hashtag #MulheresInquietas no LinkedIn:

Aline Mori, diretora de marketing de O Boticário

“No revéillon de 2019, em plena gravidez, minha promessa de Ano Novo foi que eu iria lutar pela minha promoção à diretora no Grupo Boticário.

[…] Lutar significava falar em voz alta pra mim mesma que eu estava pronta para este desafio, lutar significava reverberar esta vontade para os meus chefes e stakeholders-chave da organização, lutar significava entender exatamente os gaps a serem desenvolvidos e trabalhar neles, lutar significava tratar todos os momentos de alta visibilidade como oportunidades de pitch para um passo adiante na minha carreira.

[…] Fui lá lutar por mim falando com alguns stakeholders das vagas disponíveis e ouvi um claríssimo “NÃO, não achamos que você está pronta”. Chorei, muito.

Lutadora no chão, porém não derrotada. Ninguém consegue te destituir do seu sonho! Fui lá de novo e advoguei pelas vagas. Desta vez mais madura nas palavras e na estratégia. Ponderei e argumentei com racionalidade porém, sem deixar de colocar toda a minha vontade e emoção.”

Depois de 2 meses do nascimento, recebi um telefonema o RH que eu iria ser avaliada pela Korn & Ferry para uma das vagas de diretoria. Foram 2 dias de entrevista, aplicação de case e muita sabatina. Já me senti vitoriosa por poder concorrer. Fui promovida.”

Isabella Vianna Wanderley, VP de Desenvolvimento de Novos Canais

Relato escrito no formato ‘carta aberta a mim mesma’

“Queria te dizer que você não está sozinha, vai conhecer pessoas competentes que irão te apoiar, te ensinar e te ajudar a descobrir suas fortalezas e debilidades, muitas se tornarão seus melhores amigos.

Vão ter momentos difíceis, muita saudade de casa e da família e até um “pequeno” acidente de carro, mas você vai seguir determinada. Vai aproveitar as oportunidades, vai se arriscar um pouquinho em assumir novas responsabilidades, mas quem quer algo tem que correr atrás, certo? Nem sempre vai funcionar, vão ter alguns fracassos. Sabe aquela ideia de uma linha cosmética sobre o sono? Meio a frente do seu tempo, não vai vender. E aquele esforço todo em estudar sobre vitaminas e suplementos? Também não vai funcionar.

Mas vão ter muitas conquistas, muitas alegrias e o mais importante de tudo você vai descobrir seu propósito através do seu trabalho. Você vai poder ajudar outras pessoas a descobrirem seu potencial, a construírem suas próprias histórias de crescimento pessoal e profissional, e isso vai ser sua maior realização.”

Malu Nunes, diretora da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Relato escrito no formato ‘carta aberta a mim mesma’

“Suas escolhas definem a sua trajetória, mas é importante não ter medo delas. Você vai falar mais rápido para não ser interrompida, vai sentir um frio na barriga diante de novos desafios, mas não desanime.

Em breve, vai perceber que escolher a área ambiental é acreditar em você, na profissão e na causa. Vai descobrir que nenhuma área de atuação limita o potencial profissional de uma mulher e o desenvolvimento da carreira dela.

E em cada etapa, vai inspirar outras mulheres a perceberem que é possível criar oportunidades e ter uma trajetória profissional de sucesso em qualquer área. Correr riscos, fazer escolhas e alternar estratégias para ser ouvida faz parte da construção do seu caminho, por isso, permaneça fiel aos seus valores e não deixe de compartilhar suas percepções, seu ponto de vista.

Acredite em suas escolhas, elas vão levar você a cargos, experiências e situações que você nem imagina como serão gratificantes!”

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Impactos da ‘síndrome da impostora’

Segundo uma pesquisa realizada em 2018 pela Universidade de Cornell, em Nova York, mulheres tendem a subestimar as próprias habilidades, enquanto homens costumam supervalorizar as próprias capacidades.

Já um estudo da empresa americana Hewlett Packard, de 2014, mostra que as mulheres só se candidatam para vagas de trabalho quando se sentem 100% aptas para o emprego, enquanto homens o fazem ao achar que estão apenas 60% preparados para a oportunidade.

A youtuber Jout Jout tem, inclusive, um vídeo bastante didático em que trata sobre o tema, linkado logo abaixo.

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Fotos: Getty Images


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