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Como R&B e Hip-Hop ultrapassaram o rock e se tornaram os gêneros mais ouvidos dos EUA

por: Karol Gomes

Se o rock está morto, não sabemos. Mas que o Hip-Hop e o R&B têm tomado seu lugar de influência, isso é um fato. Os estilos ultrapassaram o clássico rock’n’roll como o gênero musical mais ouvido nos Estados Unidos pela primeira vez em 2017, de acordo com o relatório da empresa especializada Nielsen Music. 

Um dos impulsionadores dessa reviravolta é o serviço de stream, que tem mais de 72% de reproduções de Hip-Hop e R&B. O reflexo da ascensão do gênero musical também pode ser visto nas indicações ao Grammy, o maior prêmio da música, que são lideradas pelos rappers Kendrick Lamar e Jay-Z. 

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Os rappers Kendrick Lamar e Jay-Z

A premiação ainda tem um sério problema de raça, selecionando artistas negros, a maioria de Hip-Hop e R&B, para uma categoria sem sentido “Melhor Álbum Urbano” e tirando da maioria a oportunidade de concorrer na principal cateogria “Álbum do Ano”. Mas a presença dos artistas negros é inevitável, pois são eles que ocupam a indústria atualmente. 

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Ainda segundo a Nielsen, oito dos dez álbuns mais escutados, são do mundo do rap ou do R&B. Entre os nomes que se destacaram estão Bruno Mars, Kendrick Lamar e Drake. Apesar disso, o álbum Divide, de Ed Sheeran, teve a música mais reproduzida no ano. O single Shape of You foi ouvido mais de um bilhão de vezes nos serviços de streaming e teve mais de 2,5 milhões de downloads.

Confira a lista com os 10 álbuns mais reproduzidos em 2017:

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Divide (Ed Sheeran)

Damn. (Kendril Lamar)

Reputation (Taylor Swift)

More Life (Drake)

24k Magic (Bruno Mars)

Stoney (Post Malone)

Culture (Migos)

Starboy (The Weekend)

Moana (Vários artistas)

American Teen (Khalid)

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Foto: Getty Images


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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