Diversidade

Ela foi a primeira diretora transexual em cartaz no Theatro Municipal

por: Redação Hypeness

Aos 30 anos, a dramaturga Luh Maza fez um movimento de vida. A transição de gênero aconteceu “tarde”, mas veio com toda a força e potência que poderia ser possível. Em junho do ano passado, aos 32, ela se tornou a primeira mulher trans e negra a dirigir uma peça no Theatro Municipal de São Paulo. Ao palco mais tradicional do país, ela levou “Transtopia”, encenada por mais de dez pessoas trans e voltada para o público LGBTQIA+.

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Luh Maza: a primeira mulher trans a dirigir uma peça no Municipal de São Paulo.

Carrega um peso, né? Se pararmos para pensar, foi um local erguido por negros, mas poucas pessoas negras subiram ao palco. Imagina então os trans. Ainda é necessário muita reparação histórica”, diz, em entrevista ao “Glamurama”. “Demorou muito para que algo assim acontecesse. Estou carregando comigo todas as pessoas que já deveriam ter pisado ali antes de mim, e abrindo o caminho para quem vai pisar”, comemorou a artista.

A carreira de Luh como autora começou aos 16 anos, quando escreveu a peça “Três Tempos”, mas a ligação com o teatro era anterior. Quatro anos antes, ela havia se apaixonado pela arte que aprendeu a amar ao acompanhar a mãe em apresentações. Ela construiu a carreira com a ajuda de um amigo da família e de cursos que fez. 

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Luh e o elenco de ‘Transtopia’ nos bastidores da apresentação.

De lá para cá, Luh já escreveu outras peças e também se tornou uma das roteiristas da série “Sessão de Terapia”, do canal a cabo GNT e da Globoplay. Entre os temas de seus projetos, ela destaca o tempo e as relações humanas e como os dois lados dessa moeda têm efeitos um no outro. 

O caminho à frente para dar visibilidade ao trabalho de outras mulheres e homens trans e de pessoas pretas é uma de suas preocupações enquanto autora. “O capitalismo abre diversas portas de empresas que não tem um comprometimento real, não tem continuidade. Muitas organizações usam das presenças da minoria. Não podemos ser só uma pessoa ali, a representatividade precisa ser coletiva e verdadeira. Eu sou a primeira roteirista trans, mas e a segunda, a terceira, a centésima? Tenho batalhado pela continuidade”, explica. 

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Fotos em destaque: Anne Freitas / Foto 1 e 3: Anne Freitas / Foto 2: Nu Arte/Divulgação Transtopia


Redação Hypeness
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