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Marido de mulher que matou grávida e arrancou filha do ventre sabia do crime, diz promotoria

por: Redação Hypeness

Canelinha, na Grande Florianópolis, parou no último sábado (5) para homenagear a Flávia Godinho Mafra, de 25 anos, vítima de um crime brutal na cidade. Grávida, ela foi morta e teve a filha retirada do ventre. Família e amigos se reuniram para a missa de 7º dia, na igreja Sant’Ana, no Centro, e fizeram carreata pelas principais ruas do município de 12 mil habitantes para pedir justiça.

Os fiéis respeitaram o distanciamento e usaram máscaras – que foram retiradas apenas para o canto e leitura de homenagens. Tudo foi organizado pela família da vítima e pelas madrinhas da recém-nascida, que segue em recuperação no hospital. A previsão para seu nascimento era setembro, mas a bebê foi internada após ser retirada brutalmente do ventre da mãe, com um corte de estilete. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a criança é acompanhada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tijucas.

Promotoria diz que marido é coautor do crime bárbaro contra grávida

Promotoria diz que marido sabia sobre o crime 

O corpo da jovem foi encontrado em 28 de agosto. O casal suspeito foi preso no dia 29 de agosto e a Vara Criminal de Tijucas, na Grande Florianópolis, aceitou na sexta-feira (4) a denúncia contra os dois por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, em relação à bebê.

Conforme mostrou o Diário Catarinense, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), afirma que o marido da assassina é coautor do crime. A versão contraria o que foi dito pela criminosa e a própria polícia.

“Estamos diante de um processo e isso demanda instrução. Mas com vista ao inquérito encaminhado pela polícia nós temos convicção de que o marido tinha ciência dos planos da mulher, logo, ele é coautor. Ele aderiu à conduta dela pela prática de feminicídio”, disse o promotor designado pelo MP ao caso, Alexandre Carrinho Muniz, em entrevista ao Diário Catarinense. 

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A defesa da homicida confessa pediu instauração de incidente de sanidade mental para averiguar se a cliente tinha discernimento ou não do caráter ilícito dos fatos. Já a defesa do marido disse, em comunicado divulgado pelo G1, que vai provar a inocência do cliente, que teria sido induzido pela esposa a cometer o crime. 

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Polícia suspeita de desejo de roubo da criança 

O MPSC denunciou o casal por homicídio qualificado por motivo torpe e fútil, com meio cruel, dificultando a defesa da vítima, para assegurar a execução de outro crime – a substração da criança -, e durante a gestação da vítima. A polícia supõe que a mulher queria roubar a bebê da vítima, pois havia acabado de perder uma gestação.

Polícia suspeita que mulher cometeu crime para roubar criança

Depois de assassinar a mulher e retirar o bebê de seu ventre, a homicida se encontrou com o companheiro e eles foram juntos à Fundação Hospitalar Municipal de Canelinha. Lá, disseram que tinham acabado de ter a bebê e que os dois eram os pais da criança. 

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Os funcionários da unidade de saúde viram que a criança tinha cortes no corpo e fizeram a transferência dela para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. O Ministério Público argumentou que o casal assumiu o risco de a bebê morrer, já que, além da forma como a criança foi retirada do ventre da grávida, o estilete ainda provocou cortes na menina.

O casal também foi denunciado por ocultação do cadáver da grávida e subtração de um menor, pois disseram que a bebê era filha deles. A ré confessa ainda foi denunciada por fraude processual por ter pegado o celular e outros objetos pessoais da grávida. Esse material foi guardado por ela no apartamento do casal, em Canelinha, Santa Catarina. Ela ainda, conforme havia combinado com o companheiro, escondeu o corpo da jovem morta dentro de um forno de cerâmica desativado. O corpo foi encontrado no dia seguinte.

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Fotos: Reprodução/NSC/TV Globo


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