Ciência

Novos ecossistemas de recifes são descobertos na Bahia por pesquisadores ligados à USP

por: Redação Hypeness

Em tempos em que boas notícias sobre o meio ambiente estão difíceis de se achar, um respiro. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Projeto Coral Vivo fizeram as primeiras imagens o Banco Royal Charlotte, extensão da plataforma continental do Brasil localizada no sul da Bahia. Os registros indicam que há ali uma vasta presença de ecossistemas recifais. O lugar já é chamado de um “mini Abrolhos”.

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As primeiras imagens submarinas feitas do Banco Royal Charlotte.

Fiquei bem impressionado com o que encontramos. É um lugar que, apesar de estar muito próximo de Abrolhos, ainda é muito pouco conhecido”, diz o coordenador do projeto, professor Paulo Sumida, da USP, ao jornal da instituição. Três pesquisadores passaram dez dias no mar para fazer as imagens.  

Segundo ele, a presença de pescadores na região é um indicativo de que o fundo do mar ali é bastante habitado. Isso por conta das espécies capturadas por eles, como a lagosta, que depende de um ambiente submerso consolidado para viver. Porém, por enquanto, isso não passa de teoria. É preciso esperar os resultados das análises científicas. 

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As regiões onde ficam o Banco Royal Charlotte e o Banco dos Abrolhos, entre a Bahia e o Espírito Santo.

Por meio de imagens feitas via satélite, estima-se que o banco tenha cerca de seis mil quilômetros quadrados. Ele fica na região entre os municípios de Belmonte e Porto Seguro. Os registros submarinos foram feitos por uma equipe em 67 pontos do banco, a profundidades de 30 a 70 metros. 

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Entre as descobertas feitas com a submersão de câmeras, estava um recife de corais do gênero Montastrea, que atrai uma variedade de cerca de 20 espécies de peixes até ele. O tamanho pequeno do recife indica que deve haver outros pelo local, uma vez que seria um espaço muito curto para abrigar tantas espécies. 

(O Banco de Royal Charlotte) Tem tudo para ser uma das áreas mais importantes para a conservação de ambientes recifais no Brasil”, afirma Miguel Mies, oceanógrafo e coordenador de pesquisas do Coral Vivo e pesquisador associado da USP. 

O equipamento usado para fazer o mapeamento submarino.

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Fotos: Departamento de Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP)


Redação Hypeness
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