Debate

Após perder papel em novela por racismo Dani Suzuki retorna à Globo

por: Karol Gomes

Depois de revelar ter sido dispensada do posto de protagonista de “Sol Nascente”, a atriz Dani Suzuki já tem previsão para retornar à Globo. Ela foi escalada para “Betinho”, série sobre o sociólogo Herbert de Souza (1935-1997), que será filmada no ano que vem.

Na história, Danni interpretará a segunda esposa de Betinho, a professora Maria Nakano, que ficou ao lado do sociólogo até o fim de sua vida e o ajudou durante o período de doença. 

– ‘Não sou um vírus’: ação debate racismo contra asiáticos por coronavírus

Quanto ele morreu, em 1997, em decorrência de uma hepatite tipo C provocada pela Aids, tratamentos mais eficazes para conter a epidemia tinham acabado de ser desenvolvidos. Betinho chegou a escrever várias declarações de amor à parceira.

Na série, o sociólogo será interpretado por Júlio Andrade. Natália Lage e Lázaro Ramos também integram o elenco. A previsão é que “Betinho” vá ao ar no final do ano que vem ou começo de 2022.

– Taís Araújo vai representar Marielle Franco em especial da Globo

“Betinho” terá direção do cineasta Sérgio Machado e mostrará a luta do ativista contra a fome no Brasil por meio de ações solidárias e também sua batalha contra a hemofilia e a Aids.

– Como coronavírus expõe racismo e xenofobia contra orientais no Brasil

Em agosto deste ano, um depoimento da atriz despertou uma discussão sobre representação de atores de ascendência asiática. Suzuki contou que foi substituída por Giovana Antonelli no papel de protagonista da novela “Sol Nascente”, cuja trama girava em torno de uma família de origem japonesa. 

De acordo com a atriz, inicialmente o papel havia sido escrito para ela. Depois veio a troca e a justificativa para tirá-la foi que ela seria “velha demais” para viver a personagem. No entanto, na vida real, Suzuki tem 42 anos, é mais nova que Antonelli, 44 anos.

Publicidade

Foto: Reprodução / Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Campanha pede debate da Globo online após Boulos testar positivo para covid-19