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Ex-Disney diz que indústria pornô é menos degradante que Hollywood

05 • 10 • 2020 às 17:15 Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista social. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

Você se lembrada Tiffany de ‘As Branquelas’? A atriz Maitland Ward, que interpretou a patricinha no clássico do humor do início do século, fez uma drástica mudança em sua carreira e abandonou Hollywood para se dar bem na produção de pornografia. Agora, como atriz pornô, ela deu recente entrevista afirmando que a indústria em que trabalha atualmente é menos degradante do que o mundo do cinema.

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Ela ficou famosa por conta de clássico ‘As Branquelas’, mas viu no pornô um caminho mais digno para sua carreira e hoje defende a indústria

Ao chegar na meia-idade, Maitland se viu em uma encruzilhada na carreira; para ela, poucos papéis surgiriam e a maioria deles se manteria em pequenas pontas ou personagens de mães em séries de televisão. Ela decidiu dar uma reviravolta no seu modo de vida e foi para o pornô.

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“Hollywood se tornou limitadora e chata para mim”, disse ao tabloide estadunidense Daily Star. “Eu não queria que minhas únicas opções fossem fazer a ‘soccer mom [mãe de meia idade]’ em um seriado ou viver exclusivamente de um papel que desempenhei na minha juventude”, disse, se referindo à Tiffany, de ‘As Branquelas’.

“Hollywood é degradante para as mulheres com mais de 35 anos. A menos que você seja Jennifer Aniston ou outra pessoa super famosa, eles não querem ver você como alguém sexy ou erótica”, disse a atriz.

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“Eu nunca teria sido capaz de estar tão confortável em minha própria pele e com minha sexualidade se não fosse por minha jornada com filmes adultos. A pornografia também celebra muito mais os corpos das mulheres. O mainstream exige que todos sejam apenas palitos. O pornô celebra todos os tamanhos, e as curvas, mais do que serem apreciadas, são procuradas”, defendeu Maitland.

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