Ciência

Momento exato em que estrela é engolida por buraco negro é registrado por telescópios

por: Redação Hypeness

Parece que foi ontem que vimos um registro de um buraco negro pela primeira vez – na verdade, foi há pouco mais de um ano – e hoje podemos ver muito mais do que isso. 

Uma pesquisa publicada na segunda-feira (12), no “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”, mostrou que Telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês, para European Southern Observatory) em Garching, na Alemanha, registraram o momento em que uma estrela é “espaguetificada” ao ser engolida por um buraco negro supermassivo.

– Astrônomos criam vídeo com primeira foto de buraco negro já vista na história

O termo “espaguetificação” não é uma metáfora: um buraco negro é um lugar no espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar dela. Qualquer objeto que entra em um deles é esmagado até parecer um espaguete, por causa do chamado “evento de ruptura de maré”.

– Cientistas finalmente terminam de mapear superfície da lua após décadas de trabalho

O evento foi o mais próximo (ou o menos longínquo) da Terra já registrado: a 215 milhões de anos-luz do nosso planeta, explicou Thomas Wevers, um dos autores do estudo e bolsista do ESO em Santiago que trabalhava no Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge quando participou da pesquisa.

– Buraco negro com características inéditas surpreende astrônomos

Quando alguns desses finos fios de material estelar caem no buraco negro durante o processo de espaguetificação, um clarão brilhante de energia é liberado – o que pode ser detectado pelos astrônomos.

Essa explosão de material criava uma cortina de poeira que dificultava a visão do clarão de luz. Dessa vez, os cientistas conseguiram enxergá-lo porque acompanharam o evento de ruptura de marés desde “cedo”. Eles observaram o fenômeno por 6 meses.

– Colisão inédita entre buraco negro e astro misterioso é detectada por cientistas

Neste ano, pesquisas sobre buracos negros foram premiadas com o Nobel de Física. Os cientistas Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez dividiram o prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

Penrose, professor da Universidade de Oxford, previu matematicamente que a teoria geral da relatividade levava à formação de buracos negros.

– Primeiro registro de um buraco negro se deve a cientista de 29 anos

Já Genzel e Ghez deduziram a existência, observando o espaço, de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia. Um buraco negro supermassivo é, hoje, a única explicação conhecida para isso.

Genzel é afiliado ao Instituto Max Planck para Física Extraterrestre – que, assim como o ESO, fica em Garching – e à Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Ghez leciona na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA); a cientista é a quarta mulher a ganhar um Nobel em Física na história do prêmio (desde 1901).

Publicidade

Foto: ESO/M. Kornmesser


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
O que é a Pedra de Roseta, o mais importante documento arqueológico sobre o Egito Antigo?