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Mulheres fazem cinema: as diferentes formas de ser mulher hoje segundo a 7ª arte

por: Gabriela Rassy

As mais diversas realidades e subjetividades nos provam que ser mulher não é uma instituição única. Nada de antigos pardões como sexo frágil e dona do lar. Cada mulher é única e vai do cuidado com o outro à dona da própria história em um segundo. O cinema sempre refletiu as múltiplas facetas da sociedade e agora te mostramos, junto com o Telecine, alguns filmes que mostram as diferentes e infinitas formas de ser mulher hoje.

Vamos nessa!

A inspiração começa pelo documentário Mulher (Woman), lançado recentemente na plataforma. O longa traz reflexões sobre a realidade atual na perspectiva de 2.000 mulheres de diversas nacionalidades. Temas como maternidade, educação, independência financeira e sexualidade jogam luz nas injustiças relacionadas a questões de gênero, além de nos mostrarem a potência delas, não importa o lugar ou a condição em que vive.

Outro filme recém adicionado ao catálogo da plataforma de streaming do Telecine é o longa baseado em fatos reais Uma Guerra Pessoal (A Private War). Nele, a jornalista norte-americana Marie Colvin, que trabalha cobrindo as mais perigosas zonas de conflito, se une ao fotógrafo Paul Conroy (Jamie Dornan) para mais uma jornada em busca da verdade. O filme foi a dois Globos de Ouro incluindo, o de Melhor Atriz de Drama.

Dentro da ficção, o nacional Praça Paris expõe uma história atual e bastante intensa da realidade periférica carioca. A grande atriz e diretora Grace Passô vive a ascensorista Glória, que procura ajuda na psicóloga Camila enquanto tenta lidar com sua dura realidade numa comunidade pobre e violenta do Rio de Janeiro.

Já o longa Rafiki apresenta mulheres negras em outra realidade. Nele, as jovens quenianas Kena e Ziki começam a viver uma intensa paixão, desafiando as leis do Quênia que criminalizam a relação homossexual e a rivalidade entre suas famílias. As duas precisam escolher entre serem livres ou viverem em segurança. O filme foi o primeiro longa-metragem do Quênia a ser exibida no Festival de Cannes e fala sobre sexualidade, liberdade e amor.

Harriet apresenta uma mulher negra em outra realidade. Baseado na história real da heroína Harriet Tubman, o filme se passa em 1849, quando Harriet consegue fugir do local onde é escravizada e, a partir daí, trilha um caminho de ativismo e defesa da população negra. Com a Guerra Civil americana em andamento, ela bravamente toma a frente de inúmeras fugas que salvaram centenas de pessoas em situação de escravidão. Indicado a dois Oscars, incluindo o de Melhor Atriz para Cynthia Erivo.

Divertido e cheio de ação, o Oito Mulheres e um Segredo, da mesma franquia de Oito Homens, começa com Debbie Ocean (Sandra Bullock) saindo da prisão e pronta para aplicar um golpe milionário. Ela vai atrás de Lou (Cate Blanchett), sua antiga parceira, para ajudá-la a reunir um time brilhante de golpistas. Com isso, Bola Nove (Rihanna), Amita (Mindy Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Bonham Carter) e Tammy (Sarah Paulson) se unem à dupla para roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões em pleno MET Gala.

Essas e outras dicas de filmes com mulheres poderosas estão no aplicativo do Telecine. Acesse a cinelist Mulheres Fazem Cinema e navegue pelas obras de atrizes, diretoras, roteiristas, produtoras e figurinistas que nos emocionam pelo mundo afora ou ainda pela Mulheres Negras e conheça toda a potência das histórias negras nesta seleção especial de filmes dirigidos e protagonizados por elas.

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.


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