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5 fatos fascinantes sobre a Catedral de São Basílio, em Moscou

Vitor Paiva - 26/11/2020 | Atualizada em - 27/11/2020

Ícone arquitetônico, religioso e cultural de Moscou, a Catedral de São Basílio, localizada na Praça Vermelha, marca o centro geométrico da capital russa como parte do complexo fortificado conhecido como Kremlin e serve como uma das sedes da Igreja Ortodoxo do país – mas definitivamente sua fascinante, misteriosa e colorida história vai além da liturgia religiosa costumeiramente conferida a tais edifícios.

Construída entre os anos de 1555 e 1561 para celebrar a conquista das cidades de Astracã e Cazã e conhecida originalmente como “Igreja da Trindade”, seu projeto possui a forma de uma fogueira queimando na direção dos céus, e não possui semelhança com nenhuma outra tradição da arquitetura local.

As torres da Catedral, em Moscou © Getty Images

Há, porém, nas raízes e nos significados dessa que é a mais bonita igreja do mundo, assim como em seus segredos e sua aparência fantástica, muito mais do que poderíamos imaginar. Assim, separamos 5 fatos fascinantes, a partir de matéria original do site My Modern Met, sobre a Catedral, compreendendo desde sua construção até sua emblemática coloração.

© Wikimedia Commons

Sua construção foi comissionada por Ivan, O Terrível

Pintura do século XVIII de Ivan, O Terrível © Wikimedia Commons

Grão-Principe de Moscou entre 1533 até a transformação do país no Czarado da Rússia em 1547, Ivan IV da Rússia – conhecido pelo singelo apelido de Ivan, O Terrível – foi o primeiro Czar do país, reunindo sob tal título até sua morte, em 1584. Foi Ivan quem ordenou a construção da catedral como celebração de seu feito militar, e reza a lenda que Ivan fez valer seu apelido e cegou o arquiteto ao fim da feitura do edifício, para que jamais uma outra construção similar pudesse ser feita.

Gravura da Catedral de 1660 © Wikimedia Commons

Sua estrutura completa compreende 10 igrejas

© Wikimedia Commons

Ainda que seu projeto tenha sido pensado e construído ao redor de um grande prédio central conhecido como “Intercessão”, a construção da Catedral compreende quatro grandes igrejas e quatro capelas menores ao redor desse edifício central, em uma arquitetura assimétrica e completamente singular, até então e até hoje. Em 1588, uma décima igreja foi construída e adicionada ao projeto original em honra de Ivan, O Terrível, falecido quatro anos antes.

A parte externa da catedral era originalmente branca

© Getty Images

Sua impressionante arquitetura não seria tão impactante sem as cores vibrantes e absolutamente singulares que marcam a força visual da Catedral de São Basílio. Curiosamente, no entanto, tais cores só foram adicionadas ao edifício 200 anos após sua construção, já no século XVII. Historiadores afirmam que a cor original das igrejas era um tímido e inexpressivo branco, e que somente com a passagem de dois séculos que os estilos coloridos começaram a surgir na arquitetura russa. A inspiração para a pintura da Catedral veio, segundo consta, do Livro do Apocalipse, na Bíblia, quando se refere à cidade sagrada de Nova Jerusalém.

Seu nome “oficial” não é Catedral de São Basílio

Gravura da Catedral em 1700 © Getty Images

Além do nome original supracitado de “Igreja da Trindade”, a Catedral de São Basílio também já foi conhecida como “Catedral Pokrovosky”. Seu nome oficinal, no entanto, é outro: Catedral da Intercessão da Santíssima Theotokos No Fosso, e o nome deriva das conquistas militares de Ivan que motivaram a construção da igreja.

A Catedral é hoje Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

A Catedral em 1984 © Getty Images

Ao longos dos seus quase 500 anos de história, naturalmente a Catedral de São Basílio sobreviveu a diversos momentos turbulentos e complexos da história russa, soviética e mundial. Em 1928 o local foi transformado em um museu secular pelo governo da então União Soviética, retornando ao seu propósito religioso original somente em 1997. Em 1990, junto com o Kremlin e a Praça Vermelha onde fica localizada, a Catedral de São Basília foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

© Wikimedia Commons

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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