Inspiração

Bangladesh abre 1ª escola religiosa para estudantes trans em salto por diversidade

por: Redação Hypeness

Foi inaugurada em Dhaka, capital de Bangladesh, a primeira escola voltada exclusivamente para estudantes transsexuais. A Madrassa Terceiro Sexo Dawatul Koran (“Dawatul Koran Third Sex Madrassa”, em inglês) faz parte de um projeto financiado pela fundação do empresário Ahmad Ferdous Bari Chowdhury, já falecido. Lá, cerca de 150 alunos terão a oportunidade de estudar o currículo islâmico além de disciplinas vocacionais. 

Fotos sensíveis mostram como vivem os transexuais no sul da Ásia 

As alunas e os alunos da nova madrassa de Bangladesh.

No sul asiático, os transsexuais são chamados de hijras, nome dado ao que se chama de “terceiro sexo” na região. Apesar de ser reconhecida oficialmente pelo país, a comunidade trans ainda sofre muito preconceito das alas mais conservadoras da sociedade. Isso torna mais difícil o acesso deles a trabalho e à educação. 

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Uma pessoa compreende se é ou não do terceiro sexo em uma idade em que atinge certa maturidade. Por isso não estabelecemos limite de idade na escola. Qualquer pessoa pode ser admitida tão logo ela se identifique como alguém transgênero, não importa a idade”, explica o secretário de educação e treinamento da madrassa, Mohammad Abdul Aziz Hussaini, à “BBC”.

Por falta de oportunidade, hijras do sul asiático costumam trabalhar como dançarinas, cantoras ou na prostituição.

As aulas na madrassa começaram no último sábado. Hijras de qualquer faixa etária podem se matricular para estudar. A expectativa é que, depois de frequentar o colégio, os hijras consigam se estabelecer no mercado formal. 

Mulher trans relata em fotos inspiradoras seu processo de transição de gênero

Estimativas dão conta de que a comunidade trans na região seja de cerca de 50 mil pessoas. Segundo a “BBC”, a maior parte delas fez a transição do gênero masculino para o feminino. 

Ninguém quer nos contratar. Se tivéssemos alguma educação formal, poderíamos ter trabalhado em outro lugar melhor, mas não há sistema de ensino. É por isso que ainda fazemos o que nossos ancestrais faziam e ganhamos dinheiro dançando e cantando. Queremos caminhar com dignidade”, afirmou Shilpy, um dos alunos da nova escola, que largou os estudo aos nove anos de idade por ser vítima de preconceito. 

Mulher hijra dança em evento em Bangladesh, em 2013.

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Fotos: Dawatul Koran Third Sex Madrassa/Reprodução


Redação Hypeness
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