Estilo

Ingrid Silva surge exuberante em nova capa da Vogue: ‘Tem sido bonito’

por: Karol Gomes

Em um bate-papo pelo Facetime à Vogue, a bailarina carioca Ingrid Silva, que aos 31 anos foi listada pelo ‘Mipad 2020’ entre as 100 pessoas negras abaixo de 40 anos mais influentes do mundo, falou em detalhes sobre sua gravidez.

Ingrid, que foi entrevistada pela jornalista Luanda Vieira, conta que engravidar não é uma prioridade para uma bailarina, mas mesmo assim sempre soube que seria mãe. “Tive medo no começo, mas o meu maior incentivo é saber que essa criança vai nascer numa realidade completamente diferente do que foi a minha. Ela vai poder ser o que quiser”, disse.

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Ingrid explica ainda a questão da prioridade: é simplesmente porque a vida útil de uma bailarina varia de acordo com a resposta do seu corpo, “apesar que hoje em dia, controlando a alimentação e fazendo exercícios paralelos, como ioga, conseguimos trabalhar até uns 50 anos, explica, à Vogue, a futura mamãe de Laura.

– Ingrid Silva anuncia gravidez em vídeo poético dirigido por Taís Araújo

Mesmo com a gravidez confirmada em abril, a bailarina conta à Vogue que fez a revelação da forma mais especial, em setembro, no primeiro vídeo dirigido por Taís Araújo. Que, aliás, teve ideia do formato. A insegurança com o futuro da profissão; a vontade de preservar a novidade entre familiares e amigos mais próximos, e querer construir sua própria jornada sem se comparar com outras mães foram algumas das fases que a bailarina enfrentou enquanto preparava a revelação.

Ingrid Silva fala sobre a gravidez à Vogue

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Na hora do anúncio, Ingrid disse que se sentiu apreensiva. “Quando postei o vídeo, eu estava em Upstate (região serrana de Nova York) para o nosso final de semana em família. Fiquei tão apreensiva em anunciar, que publiquei, larguei o celular e fui fazer hiking. Foi uma surpresa receber tanto amor e carinho de pessoas que nunca vi ou imaginei”. Até agora, a publicação conta com 242 mil likes, quase sua quantidade total de seguidores (são 273 mil).

1ª bailarina negra brasileira no Dance Theatre of Harlem

Bailarina do Dance Theatre of Harlem, em Nova York, Ingrid construiu uma nova vida na cidade após conquistar uma vaga de trabalho, em 2007, pelo projeto ‘Dançando para não dançar‘, iniciativa que combate à exclusão social e promove a disseminação de cultura às crianças das comunidades do Rio de Janeiro.

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A bailarina, que tem suas sapatilhas no acervo do Smithsonian Museu Nacional de História e Cultura Afroamericana, nos Estados Unidos, ganhou perfil na Forbes americana, fez campanhas para o Facebook, e comanda dois projetos sociais como o ‘EmpowHer NY’ e o ‘Blacks in Ballet’, confessa que não existe nada mais poderoso do que contar as conquistas à sua filha. 

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Fotos: Henrique Gendre/Vogue Brasil/Divulgação


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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