Arte

As cores e uma parte da história população negra dos EUA nas pinturas de Jonathan Green  

Vitor Paiva - 08/12/2020 | Atualizada em - 29/12/2020

Um dos mais importantes pintores estadunidenses, a obra de Jonathan Green é marcada pelo uso de cores vibrantes para retratar uma das mais dolorosas realidades de seu país: a cultura descendente das pessoas trazidas escravizadas da África para os EUA. Conhecida como Gullah, tal cultura está diretamente ligada às populações negras do sul do país, principalmente a partir do século XIX, como um dos mais fortes traços culturais de toda a população – e Green, em paradoxo, oferece cor e alegria para registrar a força e a vitalidade de tal triste história.

Sob a influência de artistas como Diego Rivera e Pablo Picasso, Green transforma a realidade ao seu redor e suas próprias observações em uma narrativa profunda e quase mitológica, que revela as mais complexas – trágicas e ao mesmo tempo vibrantes – características da dura história da população negra nos EUA. Com pinturas nos principais museus do país e exposições em todo o mundo, Green é hoje um pintor único e celebrado no cenário artístico estadunidense.

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© artes: Jonathan Green


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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