Futuro

Era assim que imaginavam os escritórios do futuro em 1969

Vitor Paiva - 16/12/2020 | Atualizada em - 05/03/2021

Uma sucessão de mesas em sequência, com um mesmo equipamento tecnológico utilizado para o trabalho para a equipe; na sala do executivo, uma mesa limpa e uma série de equipamentos automatizados, que lhe permitem cálculos, fotografias, gravações, filmagens e mesmo assistir a algo em uma tela. Foi assim que o programa Tomorrow’s World (Mundo do amanhã, em tradução livre) imaginou o escritório do futuro em 1969 – com direito a uma interessante e cômica encenação de tal cenário, repleta de previsões precisas mas também de completos absurdos – em um interessante de época exibido na BBC e hoje disponível no Youtube.

Pois se a descrição acima parece acertar de modo geral o que são hoje os escritórios, a verdade é que não há um computador em cena, mas sim uma sucessão de máquinas inexistentes ou aparelhos diversos e separados, que hoje se reúnem em um só.

Há uma espécie de mobília carregando uma filmadora, uma máquina fotográfica, uma calculadora, um gravador e uma TV – cada um funcionando e ocupando espaços separados. “É como se o Skype fosse um móvel”, diz um dos comentário. O trabalho propriamente é feito à mão, com uma caneta em um papel.

A equipe do escritório trabalhando com suas máquinas 

De todo modo, trata-se de uma incrível previsão do espírito da otimização tecnológica e da eficácia que as máquinas nos trariam e ao nosso modo de trabalhar. A tela, no quadro, “faz companhia” ao executivo, que se espanta com o fato de que tudo se move sozinho e automático – até mesmo seu café.

A decoração clean e funcional do escritório propriamente

Tomorrow’s World foi um dos mais longevos programas da televisão inglesa em todos os tempos, apresentando novos desenvolvimentos na ciência e na tecnologia – e essencialmente prevendo o futuro – desde 1965 até 2003, em mais de 1.400 episódios realizados pela BBC.

Acima, o executivo “tirando uma foto”; abaixo, assistindo algo em uma espécie de TV

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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