Debate

Homem cola os olhos e agride ex-parceira em tentativa de feminicídio

Redação Hypeness - 14/12/2020

De acordo com informações divulgadas pela 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas, no Rio Grande do Sul, uma mulher de 29 anos foi sequestrada e cruelmente agredida pelo ex-companheiro. Ela sofreu violência física, psicológica e sexual, tendo os olhos machucados com gravidade por cola instantânea (do tipo Super Bonder). 

A vítima estava na casa de uma amiga, na segunda-feira (7), quando a residência foi invadida pelo homem, de 27 anos. Com dois tubos de cola nas mãos, o agressor direcionou jatos do produto à cabeça da ex-parceira. A cola atingiu os cabelos dela e escorreu para os olhos. Depois de ser agredida, a mulher ficou desacordada e foi levada pelo criminoso para a casa dele, de carro. Passou um período no pátio e depois passou para dentro da moradia. A família da vítima registrou o desaparecimento na madrugada de terça-feira (8).

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Com dificuldade para enxergar, ela conseguiu fugir do local na quarta (9) e pediu que uma vizinha chamasse um carro por aplicativo. Quando o pai da vítima a reencontrou, acompanhou-a até o Hospital Banco de Olhos, em Porto Alegre, para atendimento. 

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A mulher prestou depoimento à polícia no dia seguinte. Relatou ter sofrido violência sexual, além de chutes, socos, empurrões e tapas. Contou também que o ex-companheiro a derrubava no chão e pressionava o pé contra o pescoço dela, puxando a cabeça para cima. Como ela estava sentindo fortes dores, o relato ocorreu por telefone, e não presencialmente. 

Entre rompimentos e reconciliações, o ex-casal, que tem uma filha de 11 meses, mantivera uma relação de anos – com outros episódios de violência. O homem teve a prisão decretada ainda na quinta (10). Monitorado, ele acabou detido preventivamente no final da noite de sexta-feira (11) e encaminhado ao sistema prisional. 

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Clarissa Demartini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas, classifica o caso como “muito grave”. O inquérito ainda depende de algumas oitivas, mas não há dúvida, segundo a delegada, quanto à autoria e à materialidade.

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Foto: Getty Images


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