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Morador em situação de rua morto em padaria que continuou aberta teve enterro pago por moradora do bairro

por: Redação Hypeness

A pesquisadora e jornalista Júlia Koiller Schnoor foi a responsável pelos custos do enterro do morador em situação de rua Carlos Eduardo Pires de Magalhães. Carlos morreu pedindo socorro dentro de uma padaria em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. O estabelecimento continuou aberto com o cadáver coberto por um saco plástico.

Padaria continuou operando com homem morto em seu estabelecimento

Júlia arcou com as despesas de enterro, como caixão, traslado do corpo e outros custos para dar a Carlos Eduardo uma cerimônia digna junto de seus familiares. Uma das irmãs da vítima de descaso comentou a atitude da pesquisadora. “Ela pagou pelo caixão, remoção do corpo e até pela coroa de flores. E não escolheu o mais barato. Ela quis o melhor para ele”, afirmou Mariluce Alves Sampaio, irmã de Carlos Eduardo, ao UOL.

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Depois da morte e do descaso do estabelecimento, cujo nome é Confeitaria e Lanchonete Ipanema, uma corrida para que Carlos Eduardo não fosse enterrado como indigente aconteceu. Além da dificuldade de reconhecer a identidade do homem, que não portava documentos.

Após a dificuldade para reconhecimento do cargo, outros entreveros burocráticos para a realização do enterro gratuito também aconteceram. Foi aí que Júlia entrou no jogo. Ela custeou na íntegra o enterro, que aconteceu nessa quarta-feira, no cemitério Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

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“Quantos dias iriam se passar até resolver a situação? Foi quando acionei a funerária. Na hora, nem perguntei quanto iria custar. Essa família não poderia esperar mais. Queria que fosse um enterro digno”, disse ao UOL. E ainda reiterou que contou com uma rede de apoio que tornou todo o caso possível. “Teria sido muito mais difícil se eu não tivesse tido ajuda. As pessoas ajudaram para fazer um papel que deveria ter sido do estado”, agradeceu.

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Fotos: Reprodução/Twitter


Redação Hypeness
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