Sustentabilidade

“Nobel Verde” anuncia quem são os ativistas ambientais vencedores em 2020

Vitor Paiva - 04/12/2020 | Atualizada em - 05/03/2021

Em um ano especialmente difícil e durante período em que a devastação do meio ambiente se mostra cada vez mais grandiosa e trágica, o anúncio dos seis vencedores do Goldman Environmental Prize de 2020 são um verdadeiro sopro sustentável de esperança: apelidado de “Nobel verde”, o prêmio mostra essencialmente que, com trabalho sério, consciência, inteligência e luta, as mudanças urgentes são possíveis. O prêmio oferece reconhecimento a ativista pelo meio-ambiente em seis regiões geográficas do planeta: África, Ásia, Europa, América do Norte, Central e do Sul, e ainda Ilhas e Ilhas Nações.

De acordo com post no site da premiação, aos “seis heróis do meio-ambiente” o prêmio oferece “reconhecimento internacional que amplia sua credibilidade”, “visibilidade global para os temas que defendem”, “capacidade de construir um suporte para tornar mais eficiente seu trabalho”, “ampliação de sua rede de conexões” – além, é claro, de suporte financeiro aos ativistas para buscarem sua “visão de renovação e proteção ao meio-ambiente”. A lista dos vencedores de 2020 foi recentemente anunciada e, ao mesmo tempo que ilumina a dimensão do problema ambiental em todo o mundo hoje, também traz soluções verdadeiras pelo trabalho de cada um.

Chibeze Ezekiel (Gana)

O ativismo incansável de Chibeze Ezekiel em seu país impediu que a indústria do carvão entrasse em Gana, e mais: o trabalho de 4 anos do ativista fez com que o Ministro do Meio-Ambiente do país deixasse de construir uma usina de carvão de 700 MW.

Kristal Ambrose (Bahamas)

O trabalho da jovem ativista Kristal Ambrose convenceu ao governo das Bahamas de banir o uso de plástico descartável em sacolas, copos e outros utilitários. A proibição do uso foi anunciada em 2018, e colocada em prática em todo o país em janeiro de 2020.

Leydy Pech (México)

Apicultora mexicana de origem indígena, a ativista Leydy Pech liderou uma coalisão para impedir que a gigante Monsanto passasse a produzir soja geneticamente modificada no país. A permissão da empresa para produzir o alimentos geneticamente modificado foi revogada no país.

Lucie Pinson (França)

Em 2017 o trabalho de Lucie Pinson pressionou os três maiores bancos franceses a deixar de financiar novos projetos ou empresas de carvão. Em seguida, entre 2017 e 2019 ela levou grandes empresas de seguro no país a deixarem de cobrir empresas de produção de carvão.

Nemonte Nenquimo (Equador)

Mais de 200 mil hectares de floresta amazônica e território indígena foram protegidos da extração de óleo como efeito do trabalho de Nemonte Nenquimo no Equador. Além do ativismo, Nenquimo liderou um imenso processo judicial para garantir a proteção – e agora outras tribos e novos líderes vão seguindo seus passos no país.

Paul Sein Twa (Myanmar)

Buscando preservar o meio-ambiente e a cultura Karen, grupo étnico originário, em Myanmar, Paul Sein Twa liderou o estabelecimento de um imenso parque  de conservação comunitária no país na bacia do rio Salween. O local é zona de grande biodiversidade e também berço da cultura Karen.

Publicidade

© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.