Diversidade

Tebas: o arquiteto negro que ajudou na reforma da Catedral da Sé ganha estátua em SP

por: Redação Hypeness

No último dia 20 de novembro, a praça Clóvis Bevilácqua, localizada no centro de São Paulo, ganhou uma estátua do arquiteto negro Joaquim Pinto de Oliveira, popularmente chamado de Tebas. Reconhecido pelo trabalho apenas 200 anos depois, Joaquim participou da reforma da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911.

Construída pelo artista Lumumba Afroindígena com participação da arquiteta Francine Moreira no desenvolvimento, a obra foi feita em ferro, inox e barra de concreto, com altura total de 3,6 metros.

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Estátua de Tebas, praça Clóvis Bevilácqua

“É uma obra feita por mãos pretas, cabeças pretas, homenageando uma personalidade preta. Não vejo não ser afrofuturista, ela abre um caminho para um novo tempo”, diz Lumumba, segundo a “Casa Vogue“. “Temos um equipe de 90% pessoas pretas envolvidas”.

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Por conta da falta de referências visuais da aparência de Tebas, Lumumba seguiu uma abordagem mais conceitual na escultura. “Eu criei aquela máscara com um transferidor na frente, sobre os olhos, que simboliza, além da arquitetura, o tempo. Levou 200 anos para que fosse reconhecido”, explica o artista.

“A gente precisa trazer à tona personalidades negras que foram invizibilizadas e apagadas, e que nossa escultura abra caminhos para tantas outras homenagens”, completa Francine, a arquiteta.

Arte conceitual da estátua de Tebas construída por Lumumba Afroindígena

 

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Foto 1: Reprodução Instagram / @marshall_farias / Foto 2: Arquivo pessoal / Lumumba Afroindígena


Redação Hypeness
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