Ciência

Cientistas assistem galáxia morrendo pela primeira vez na história; veja fotos

Redação Hypeness - 12/01/2021 | Atualizada em - 04/03/2021

Galáxias morreram – mas isso não quer dizer más notícias. Pela primeira vez, os astrônomos foram capazes de observar uma galáxia distante “morrendo” depois de perder cerca de metade do gás usado para fazer estrelas, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Observatório Europeu Austral (ESO), no Chile. 

Dados coletados pelo telescópio Alma, do ESO, avançado que este fenômeno, geralmente atribuído ao efeito de um buraco negro, é o resultado, neste caso, da colisão desta galáxia com uma outra outra.

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De acordo com pesquisa, em entrevista a Agence France-Presse, esta galáxia de formato elíptico “está passando por um fenômeno extremo, nunca observado a distância” . A galáxia falecida, batizada de “ID2299”, está expelindo mais da metade de seu gás, seu combustível para a formação de estrelas, a um ritmo fenomenal, equivalente à massa de 10.000 sóis por ano.

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E isso enquanto continua a consumir esse mesmo gás para produzir em um ritmo muito elevado, com uma massa equivalente a cerca de 550 vezes o nosso sol. Em comparação, nossa galáxia, a Via Láctea, produz o equivalente a três por ano.

Nessas condições, uma galáxia deve se tornar estéril em algumas dezenas de milhões de anos, quase nada na escala cósmica. O estudo lembra que, até agora, esse “vazamento” de gás era explicado pelo efeito dos ventos causados ​​pela formação de estrelas ou pela atividade de um buraco negro supermassivo localizado no núcleo galáctico.

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Para Chiara Circosta, coautora do estudo e pesquisadora da University College de Londres, citada num comunicado do ESO, a observação feita com Alma “lança uma nova luz sobre os mecanismos que travam a formação de estrelas em galáxias distantes” .

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Foto: Alma / Observatório Europeu Austral (ESO)


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