Criatividade

Como Katylene eterniza a memória de Daniel Carvalho, morto aos 32 anos

por: Redação Hypeness

Em meados dos anos 2010 a internet brasileira era bastante diferente, como também era a nossa TV – e uma parte do que hoje compreendemos como a linguagem, os temas e a até mesmo um caráter mais inclusive de tais meios se deve também ao trabalho de Daniel Carvalho, criador da personagem drag Katylene Beezmarchy, que lamentavelmente veio a falecer na última sexta-feira, 8 de janeiro. Com somente 32 anos, o influenciador digital e apresentador estava internado desde o fim de 2020 por conta de problemas renais, e não resistiu a uma parada cardiorrespiratória por falência aguda dos rins.

© divulgação/MTV

A drag queen surgiu pela primeira vez como estrela do blog “Papel Pobre”, uma paródia do “Papel Pop”criada por Daniel, e rapidamente alcançou sucesso nas redes sociais, numa época em que tal conquista era ainda bastante mais rara do que é hoje.

© Instagram

O Twitter estava no início e o Instagram mal havia aberto suas portas no ano de 2010, quando Daniel foi contratados pela antiga MTV para realizar o programa “Katylene TV”, no qual a personagem comentava com humor as fofocas do mundo dos famosos e também a própria internet.

© divulgação/MTV

Muitos memes que se imortalizaram e termos que tomaram a internet em seguida vieram do programa e do estilo de Katylene – que em 2012 passaria a trabalhar no “Muito Mais”, programa de Adriane Galisteu na Bandeirantes. E mais do que viralizar vídeos ou postagens, Katylene (e Daniel) ajudaram a popularizar a linguagem que veio da comunidade LGBT para tomar a internet e o próprio vernáculo popular brasileiro: termos como “mona”, “bafo”, “gongar” e “babado”, hoje naturalizados nos mais diversos meios e contextos, se popularizaram também pelo humor e o texto que Daniel criou para a personagem.

Em uma época em que não existia a profusão de perfis especializados em fofocas de hoje, Katylene tinha seu próprio site, para comentar o mundo das celebridades e lançar furos eventuais com o humor e a acidez que lhes eram peculiares. A bio de Katylene no Twitter define a sensação diante da perda tão precoce: “Não, eu nunca morro”.

© Instagram

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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© fotos: créditos


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