Debate

Deputada é presa no Reino Unido ao admitir que viajou infectada com coronavírus

por: Vitor Paiva

Enquanto boa parte do Brasil parece tentar fingir que a pandemia do novo coronavírus não existe – contrariando as próprias trágicas estatísticas nacionais –, o Reino Unido, depois de tentar políticas negacionistas no início da pandemia, hoje serve como exemplo perfeitamente contrastante, tornando crime a atitude de quem despreza a saúde alheia e expõe as pessoas ao seu redor ao vírus. E por lá parece não importar a classe social nem mesmo o cargo de quem comete tal irresponsabilidade – vide o caso recente da britânica Margaret Ferrier, que admitiu ter pegado um trem mesmo sabendo que estava infectada com a Covid-19: Ferrier é parlamentar no Reino Unido, e ainda assim foi presa por seu ato.

A viagem se deu em setembro entre Londres e Glasgow, na Escócia, e aconteceu no justo dia em que a parlamentar de 60 anos recebeu o diagnóstico positivo. Na época, no entanto, não havia penalização para quem expusesse outros à própria infecção e, segundo o jornal The Guardian, por isso Ferrier não foi então detida. Com a mudança na legislação, porém, uma investigação foi aberta pela polícia escocesa contra a parlamentar.

A prisão enfim se deu na segunda-feira do dia 04 de janeiro, mesmo com Ferrier tendo pedido desculpas e avisado ela mesma à polícia, ainda em outubro do ano passado. “Eu me responsabilizo completamente e peço a todos que não cometam o mesmo erro que eu cometi e que façam tudo o que puderem para ajudar a limitar a disseminação da Covid-19”, contou. Um processo foi aberto contra Ferrier, que segue suspeita de suas atividades parlamentares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicidade

© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.


X
Próxima notícia Hypeness:
Amazonas faz pedido para transferir 60 bebês prematuros por risco de falta de oxigênio