Debate

Harper’s Bazaar é criticada por postura após comentário gordofóbico de editora

por: Karol Gomes

Para uma editora de uma revista de moda, a atitude de Filipa Bleck nas redes sociais está mais do que ultrapassada. A poderosa da Harper’s Bazaar Brasil publicou um comentário gordofóbico no Instagram, deixando muita gente constrangida e até mesmo irritada com a atitude preconceituosa. 

A foto em questão é de Kevin David, co-fundador e diretor executivo da agência MOOC (Movimento Observador Criativo). A editora tomou a liberdade de ‘aconselhar‘ David a “cuidar dessa barriguinha. Tá muito novo para ter”, em um exemplo explícito de gordofobia.  

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Mesmo constrangido com a ofensa, David convidou Filipa Bleck para uma conversa privada, mas a editora não aproveitou a oportunidade para se desculpar e apenas reforçou o comentário violento. O diretor do Movimento Observador Criativo publicou a conversa denunciando a gordofobia por parte de Bleck.  

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E o que uma situação dessa quer nos dizer em um momento como esse? Que falta muito pra moda e a branquitude entenderem o que a diversidade de fato representa. Pessoas como essa querem reproduzir modelos antigos, de padrão e homogeneidade, quando tantas coisas relevantes têm sido discutidas”, disse David. 

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A Harper’s Bazaar se manifestou pelas redes sociais, mas não amenizou muito a situação. A postura, digamos, ‘curta e grossa’ diante de um assunto tão sério, aumentou a revolta – dentro e fora das redes sociais. A revista se limitou a dizer, em texto também em nome da autora das ofensas, que “lamentam o comentário leviano feito a @kevindavale, pedimos desculpas e nos retratamos publicamente”.

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Foto: Reprodução / Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.


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