Ciência

NASA apresenta novidades de missão que estudará universo desde o Big Bang

08 • 01 • 2021 às 17:55
Atualizada em 05 • 03 • 2021 às 01:37
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Espectro-Fotômetro para a História do Universo, Época de Reionização e Explorador de Gelos: esse é o nome técnico do próximo telescópio a ser lançado pela NASA, recentemente aprovador para chegar ao espaço entre junho de 2024 e abril de 2025. O apelido, no entanto, do telescópio é simplesmente SPHEREx, mas se o título oficial é extenso, ele é proporcional ao propósito da missão: encontrar evidências do que teria acontecido um bilionésimo de bilionésimo de segundo após o Big Bang, para compreendermos o surgimento do universo e podermos melhor estuda-lo desde seu início.

O trabalho, portanto, visa estudar a formação das galáxias desde o surgimento de tudo até os dias atuais, além de buscar por sinais de gelo e água, assim como moléculas orgânicas congeladas ao redor de estrelas recém-formadas. Em resumo, portanto, o telescópio irá procurar explicar melhor o surgimento do universo e ainda buscar por sinais de vida fora da Terra.

Dois anos até o Big Bang

A missão do SPHEREx deverá durar dois anos, período no qual o telescópio deverá mapear todo o céu por quatro vezes, para assim criar um gigantesco banco de dados de estrelas, galáxias, nebulosas e outros corpos celestes. “SPHEREx irá pesquisar o céu com tecnologia ótica e infravermelha invisível ao olho humano que funciona como uma poderosa ferramenta para responder questões cósmicas”, diz o comunicado da NASA. “Astrônomos utilizarão a missão para reunir informações sobre mais de 300 milhões de galáxias, assim como 100 milhões de estrelas em nossa própria Via Láctea”.

A revisão preliminar do projeto foi concluída no final de 2020, e pelos próximos 29 meses a equipe responsável pelo trabalho irá construir os componentes do equipamento, preparar sua montagem, construir o software do telescópio, realizar os testes – para, por fim, lançá-lo ao espaço. Dois anos depois, algumas das mais complexas (e antigas) questões da humanidade poderão estar um pouco mais próximas de serem respondidas.

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