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Reino Unido zera imposto sobre absorvente para democratizar acesso entre mulheres

por: Redação Hypeness

Um sonho para todo mundo que tem útero: produtos menstruais, como os absorventes tradicionais e internos, sem taxas. Essa é a nova realidade do Reino Unido desde 1º de janeiro de 2021. 

A medida retirou desses itens a classificação de ‘produtos não essenciais’, eliminando custos extras considerados sexistas. E apesar da mudança estar ligada ao Brexit, ela não aconteceu apenas com a alteração no cenário da geopolítica mundial.

O imposto de 5% em produtos sanitários, incluindo absorventes, é o mínimo exigido aos membros da União Europeia, que classifica os itens relacionados à menstruação como não essenciais. Mas, com a saída do Reino Unido do bloco, a cobrança foi abolida. 

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Pressão contra a taxa machista 

A pressão popular, especialmente de mulheres, também fez parte da decisão iniciada em 2016, quando o conservador David Cameron era o primeiro-ministro britânico. Uma petição pública, então, conseguiu mais de 300 mil assinaturas e pediu a extinção do imposto sobre produtos como o absorvente.

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Ativistas pelos direitos das mulheres denunciam que o governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Boris Johnson, tem tentado associar o fim do imposto ao Brexit – deixando de lado os anos de insistência das mulheres sobre o assunto. Elas, aliás, afirmam que o imposto poderia ter sido removido dentro do âmbito da União Europeia.

Uma pesquisa realizada pela organização Plan International mostrou que três em cada dez meninas, com idades entre 14 e 21 anos, tiveram dificuldades de acessar os produtos sanitários durante o lockdown necessário para impedir o avanço do novo coronavírus.

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Em 2015, o governo britânico instituiu um fundo que alocou 47 milhões de libras esterlinas provenientes do imposto sobre os itens sanitários para instituições que trabalham com meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade. Já janeiro de 2019, a organização sem fim lucrativos Free Periods ameaçou levar o governo britânico à Justiça, porque a falta de acesso aos absorventes afetava a educação das meninas. Dois meses depois, o governo começou a responder às demandas.

Desde então, a iniciativa de tornar os produtos menstruais mais acessíveis também inclui a distribuição de absorventes nas escolas, faculdades e hospitais.

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Foto: Getty Images


Redação Hypeness
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