Ciência

Arqueólogos descobrem no Egito fábrica de cerveja mais antiga conhecida com 5 mil anos

Vitor Paiva - 22/02/2021 | Atualizada em - 05/03/2021

O hábito tão corriqueiro quanto delicioso de se tomar uma cerveja ao fim do dia é mais antigo do que podemos imaginar – e vai muito além de nossos pais, avós ou bisavós: a mais antiga cervejaria já descoberta foi recentemente encontrada no Egito, datando de nada menos que 5 mil anos atrás. E o sítio arqueológico não é somente a mais antiga fábrica da bebida já registrada, mas também uma das maiores: são oito salas com mais de 20 metros cada, onde 40 potes de cerâmica estavam dispostas em dois corredores, nos quais os grãos e a água eram aquecidas para preparar a cerveja que seria servida para a população, mas também para rituais e festas.

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A maior cervejaria do mundo antigo foi descoberta no sítio arqueológico de Abidos, o mais importante centro religioso popular do Egito antigo, e data da época do faraó Narmer, um dos primeiros unificadores do país. Segundo o arqueólogo Matthew Adams, da Universidade de Nova York, e um dos líderes da missão, a fábrica “pode ter sida construída no local para especificamente alimentar os rituais reais que aconteciam dentro das instalações funerárias dos reis do Egito”. Abidos é repleta de tumbas e templos, onde muitos dos velórios e enterros faraônicos sucediam.

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Segundo estimativas dos especialistas, a cervejaria descoberta era capaz de produzir 5 mil galões da bebida de uma vez e, como era de se esperar, foram também encontrados traços de cerveja nos locais onde aconteciam os rituais. Abidos já era um dos mais importantes sítios arqueológicos do Egito, onde se encontram os Templos de Osiris e o Templo de Seti I, encontram-se intactos e são hoje um dos locais que podem ser visitados na região.

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A área descoberta se localiza ao sul da província de Sohag, onde também fica a cidade de Luxor, um dos pontos turísticos mais populares do país – e os especialistas acreditam que a cervejaria também irá se tornar um ponto de visita importante.

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© fotos: Ministério do Turismo e das Antiguidades do Egito/divulgação

 

 


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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