Ciência

Brasileiros auxiliaram busca por exoplaneta a 250 anos-luz da Terra com ajuda de dados da NASA

Vitor Paiva - 22/02/2021 | Atualizada em - 05/03/2021

A descoberta do exoplaneta TOI-257b contou com a participação de 94 pesquisadores do mundo todo como uma novidade importante pela compreensão de aspectos fundamentais sobre o nosso sistema solar – e em meio a esse grupo internacional estão cientistas do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A descoberta foi publicada na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, no final de dezembro do ano passado e, apesar de se tratar justamente de um planeta fora do sistema solar, ajudará a maior compreensão sobre a formação do sistema planetário no qual a Terra está inserida.

Representação artística do TOI-257b

Representação do TOI-257b

NASA confirma existência de planeta em sistema com 3 sóis

A descoberta se deu a partir do estudo de dados levantados pelo Tess, o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito da NASA, em cima de 1.604 objetos celestes que poderia ser planetas – o trabalho resultou em 37 descobertas confirmadas. O grupo da UFRN é o único brasileiro a fazer parte da pesquisa, ,mas o TOI-257b não é o primeiro exoplaneta cujo a descoberta contou com a participação dos cientistas brasileiros: em 2019 o grupo também participou dos estudos que levaram à confirmação da existência do TOI 197b, exoplaneta apelidado de “Saturno quente”.

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Para o astrônomo José Dias do Nascimento Junior, a baixa densidade do TOI-257b sugere se tratar de um planeta gasoso, com massa 40 vezes maior que a da Terra e um volume quase 350 vezes maior que o nosso. Segundo os cálculos, as temperaturas em suas nuvens podem passar de 1.300ºC – por se tratar de um planeta quente, maior que Netuno e menor que Saturno, o estudo do TOI-257b poderá trazer respostas a respeito de como tal corpo celeste se forma longe do sol.

Representação do TESS

Representação do TESS

“Esses planetas gigantes mudam um pouco o que entendemos como planeta habitável, porque são gasosos e não deveriam estar tão próximos da estrela. É uma coisa bastante peculiar”, afirmou Dias. “Os teóricos estão trabalhando para tentar encaixar essas novas observações nas teorias existentes, ou em novas teorias”.

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Segundo o astrônomo, a descoberta do TOI-257b pode alterar o que pensamos sobre a formação do nosso sistema, que não consta com planetas do tipo – seja por acaso, acidente ou algum princípio físico excludente. A determinação de uma dessas hipóteses é o ponto no qual a pesquisa se encontra.

Representação do TOI-257b ao redor de uma estrela

Representação do TOI-257b ao redor de uma estrela

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© fotos: reprodução/NASA


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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