Ciência

Cheirinho de carro novo? Estudo alerta para risco de câncer em odor favorito de muitos

Yuri Ferreira - 23/02/2021

Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade da California Riverside mostrou que o cheiro de carro novo, tão amado por todo mundo que acaba de comprar o seu veículo, pode ser um risco para saúde. Mas calma lá: os cientistas também afirmam que exposições breves aos gases presentes não são o suficiente para um aumento significativo nos riscos de desenvolvimento de um câncer.

– Bandido devolve cabelo doado para crianças com câncer com bilhete: ‘Peço desculpas, não sabia’

Substâncias químicas que compõem o cheiro do carro novo estão ligadas a aumento no risco de câncer

A base para a pesquisa, publicada pelos especialistas em meio ambiente Aalekhya Reddam e David C. Volz, está na verificação de que há benzeno e formaldeído nos gases liberados no interior do veículo recém adquirido. Esses compostos orgânicos fazem parte dos perfumes desenvolvidos pelas montadoras para dar aquele cheirinho tão icônico que os novos automotores sempre garantem ao consumidor. Ambos fazem partes de listas de substâncias cancerígenas.

– Juíz perdoa multa de idoso de 96 anos que levava filho para tratar câncer

Entretanto, o que pode aumentar o risco de câncer é somente a longa exposição sem ventilação a esses produtos. Portanto, uma pessoa que fica 20 minutos em um carro novo fechado sentindo o cheiro do veículo pode ingerir uma quantidade arriscada dessas substâncias. Menos do que isso é pouco arriscado.

A preocupação dos pesquisadores era entender como cada cidade da Califórnia poderia expôr seus cidadãos a esses compostos. Um morador de Los Angeles, por exemplo, pode comprar um carro e ficar parado no trânsito com o carro fechado por conta do ar-condicionado (vale lembrar que a cidade é sempre bastante quente). Esse período pode ser o suficiente para uma exposição arriscada aos gases.

– Estudo mostra como sexo oral pode estar relacionado com risco de aumento de câncer 

“Ainda é preciso de mais informação sobre a relação entre tempo de exposição e a quantidade dessas substância no interior dos veículos. Mas já é possível concluir que pessoas com comorbidades e expostas à longas jornadas podem ser vulneráveis. É necessário que se tomem medidas rápidas para mitigar o risco de câncer em veículos por conta desses químicos”, afirma a pesquisa.

Publicidade

Fotos: © Getty Images


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.