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Ele vê cores pela 1ª vez e não contém emoção: ‘Não acredito que vocês vivem assim’

Vitor Paiva - 01/02/2021 | Atualizada em - 04/03/2021

Para relembrarmos e reconhecermos o valor e a beleza do mundo ao nosso redor, é preciso conseguir olhá-lo feito fosse a primeira vez que vemos as coisas mais elementares e básicas – como as árvores e suas cores, uma fruta, uma pintura, uma roupa, e mais. É por isso que são tão comoventes – e sempre viralizam – os vídeos mostrando pessoas daltônicas usando pela primeira vez os óculos especialmente desenvolvidos para que corrigir a discromatopsia, distúrbio na visão que dificulta a distinção entre as cores verde e vermelha na maioria dos casos.

Para muitos, vestir os óculos é ver o mundo em cores vivas e claras pela primeira vez, e foi o que se deu com McKinley Erves, um jovem estadunidense daltônico de 22 anos, que filmou o momento em que vestiu os óculos especiais pela primeira vez. A cena é incrível, e oferece a dimensão da beleza e da diferença que as cores oferecem às nossas experiências mais corriqueiras: Erves não consegue conter sua excitação, e chegar a saltar e gritar de alegria por ver pelas primeira vez as cores distintas. “Eu não acredito que vocês vivem assim todos os dias”, ele diz.

Naturalmente o impacto maior para ele se dá com um carro vermelho estacionado em frente à casa, e também diante das moitas de vegetação verde – que para a maioria de nós passariam desapercebidas, e para ele se tornam uma atração irresistível. Esse tipo de vídeo se tornou febre na internet por motivos óbvios – ao mesmo tempo emocionantes e interessantes, eles mostram o impacto e a alegria que tal experiência pode provocar, em sentimentalidade semelhante aos vídeos de pessoas ouvindo pela primeira vez – como aqui e aqui – que também se tornaram febre na rede.

Os óculos para corrigir o daltonismo provocam reações intensas e tocantes, mas nem por isso deixam de ser motivo de polêmica: se muitos oftalmologistas concordam que o resultado das lentes é positivo, outros afirmam que os óculos não são cura mas sim um paliativo para o quadro, e que muitos não reproduzem de fato as cores como são – especialmente pelo fato de cada caso do distúrbio ser diferente. De todo modo, a recomendação para cada paciente é que se consulte um oftalmologista para se determinar o grau da condição e o óculos mais correto.

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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