Inovação

Filme de Beyoncé, ‘Black is King’ inspira curso na Universidade de Harvard

Redação Hypeness - 04/02/2021 | Atualizada em - 08/02/2021

Lançado em julho de 2020, o filme Black is King, dirigido e produzido por Beyoncé, tornou-se inspiração para um novo curso oferecido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Intitulada “Black is Queen: The Divine Feminine in Kush” (“Preto é rainha: O Divino Feminino em Kush”, em tradução livre), a iniciativa terá como foco o estudo da centralidade do poder feminino no antigo reino núbio de Kush, onde hoje é o Sudão, na África.

Ministrado por Solange Ashby, professora adjunta do Departamento de Clássicos e Estudos Antigos da Barnard College, a ementa do curso aborda a “proeminência de deusas e rainhas poderosas no reino núbio de Kush (agora, norte do Sudão) e destaca o status incomumente elevado das mulheres nesta antiga sociedade africana”.

Retrato da professora Solange Ashby

Professora Solange Ashby, responsável por ministrar o curso ‘Black Is Queen: The Divine Feminine in Kush’

Ponto de partida escolhido para o “estudo do poder feminino no mundo antigo”, o tema do curso irá dialogar com as músicas de Black is King para “enfatizar o poder e a centralidade da rainha-mãe africana na família real e no reino“.

Solange Ashby é PhD em egiptologia, com especialização em língua egípcia antiga e na religião núbia, pela Universidade de Chicago.

A pesquisa atual da norte-americana explora os papéis das mulheres nas práticas religiosas tradicionais da antiga Núbia, onde hoje se localizam o Egito e o Sudão.

Atualmente, a Dra. Ashby trabalha na primeira monografia dedicada à história, ao simbolismo religioso e ao poder político das rainhas de Kush.

Assista ao clipe da música “Already“, uma das canções presentes na trilha sonora de Black is King, logo abaixo.

O reino de Kush

Segundo informações da BBC News, Kush foi uma superpotência africana, cuja influência avançou até o Oriente Médio. O reino chegou a conquistar, inclusive, o Egito por centenas de anos durante o século 8º antes de Cristo.

Como legado, restaram mais de 300 pirâmides intactas, tumbas, templos e câmaras funerárias com pinturas e desenhos descritos como “obras-primas de um gênio criativo”, pela Unesco.

A riqueza do reino de Kush era tamanha, que chegava a rivalizar com a de faraós. Mesmo assim, até hoje ainda não há um amplo conhecimento sobre a história do povo núbio, inclusive entre pessoas africanas.

A imagem mostra um conjunto de pirâmides sudanesas

Conjunto de pirâmides funerárias do antigo reino de Kush, consideradas como patrimônio da humanidade pela Unesco

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Fotos de destaque: Divulgação/'Black is King' // Foto 1: Divulgação/Harvard University / Foto 2: Getty Images


Redação Hypeness
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