Ciência

Irmãs com ‘doença da urina preta’ comeram peixe antes de internação, diz família

Redação Hypeness - 24/02/2021

Duas irmãs foram diagnosticadas com a Doença de Haff ou “doença da urina preta” em Recife, Pernambuco. Ambas foram internadas em um hospital da rede privada e tudo indica que o mal foi causado pelo consumo de peixes. Outras três pessoas apresentaram sintomas depois de uma refeição compartilhada com aribaiana.

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Irmãs foram vítimas de doença rara relacionada ao consumo de peixe aribaiana

Isabely e Priscila Andrade foram diagnosticadas pela doença. Pryscila foi levada ao hospital e está internada em UTI. Após a refeição ela já tinha apresentado sintomas de Haff.

Betânia Andrade, mãe das vítimas, afirmou que os sintomas aconteceram logo depois de uma refeição em família. “Flávia fez um almoço na última quinta-feira e convidou eu e Pryscila. Além de nós, tinha o filho de Flávia, de 4 anos, e duas secretárias. Os cinco comeram o peixe, menos eu. Quatro horas depois, Pryscila enrijeceu toda, teve cãibra dos pés até a cabeça e não conseguia andar. Meu neto, de madrugada, teve dores abdominais e diarreia, e as duas secretárias sentiram dores nas costas”, disse Betânia.

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Doença não tem causa comprovada

A ‘doença da urina preta’ ou doença de Haff é um mal associado ao consumo do peixe Seriola lalandi, também conhecido peixe-olho-de-boi ou arabaiana. Esse pescado é raramente utilizado para consumo humano e é um dos animais favoritos para pesca esportiva. Apesar da toxina que causa os sintomas não ser conhecida, é comum que os casos estejam relacionados a essa espécie. Foi esse o animal adquirido pelas irmãs para o almoço em família.

Médicos acreditam que o peixe aribaiana consuma algum tipo de alga que contém toxinas danosas ao corpo humano; substância causaria necrose muscular, o que gera urina preta e insuficiência renal

“O peixe olho de boi foi o mais implicado no desenvolvimento da síndrome de Haff. A gente viu isso em 2016 e está vendo isso agora. Existem alguns casos que saem um pouco, por isso é fundamental a continuidade das pesquisas em relação à questão marinha, porque provavelmente deve ter alguma situação que envolvam algas, que podem, excepcionalmente, ou menos frequentemente, envolver outros tipos de peixe”

O mal causa uma grave dor nos músculos da pessoa, isso porque o principal sintoma da doença é a necrose muscular causada por rabdomiólise; o rim da pessoa começa a expelir uma toxina escura porque os músculos do paciente ficam gravemente danificados. Daí o nome: o outro principal sintoma é, além das dores musculares insuportáveis, insuficiência renal.

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Na Bahia, foi registrado um aumento de 200% dos casos da Doença de Haff em fevereiro desse ano em diversas cidades próximas a Salvador. A principal preocupação é que a vigilância sanitária não dê conta de lidar com a fiscalização da rara doença tendo em vista que o consumo de peixes irá aumentar exponencialmente graças à quaresma.

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Fotos: Destaques e Foto 2: Getty Images Foto 1: Reprodução/TV Globo


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