Debate

Jovem que matou gamer de 19 anos após conhecê-la na internet escreveu livro sobre assassinato

Karol Gomes - 24/02/2021

Conhecida como Sol, a jogadora de eSports Ingrid Bueno, 19 anos, foi morta a facadas em Pirituba, Zona Norte de São Paulo. A jovem ficou famosa por jogar ‘Call of Duty: Mobile’ profissionalmente e fazia parte do FBI E-Sports. Um estudante de 18 anos foi preso em flagrante confessou ter cometido o assassinato.  

O rapaz, que também é gamer, conheceu a vítima pela internet cerca de um mês antes do crime. Um vídeo foi publicado no Gamers Elite pelo rapaz, que não teve a identidade revelada, logo depois do crime. O time ressaltou que o único contato com o estudante era de ‘interação virtual‘ e que comunicou a polícia assim que recebeu a notícia da morte de Sol.

– Documentário do Versus debate representatividade LGBT+ no mundo gamer

Sol jogava ‘Call of Duty: Mobile’ profissionalmente

Carta planejando o crime 

A blogueira Lola Aronovich diz ter recebido um e-mail enviado em nome do Gamers Elite com links para vídeos e um longo texto. Segundo ela, o conteúdo foi mandado pelo suspeito de ter assassinado Ingrid Bueno. O homem apontado como autor do assassinato se apresentou à polícia cerca de meia-hora depois do aconteceido e confessou o homicídio, que segundo ele teria sido planejado previamente. 

O jovem de 18 anos diz ter escrito um livro detalhando a ação – de objetivos até a motivação. O material foi anexado ao inquérito e passará por análise. O caso foi registrado na 87ª Delegacia de Polícia de São Paulo. No Boletim de Ocorrência consta que o corpo de Ingrid foi encontrado pelo irmão do homem, que não a conhecia. Em seguida, os policiais militares confirmaram o óbito e retiraram Ingrid do local.

Ainda segundo o registro, Ingrid apresentava diversas facadas espalhadas pelo corpo. A polícia informou que o estudante tentou fugir e disse aos familiares que iria se matar, mas seu irmão conseguiu convencê-lo a se entregar. 

O Gamers Elite, amigos e familiares de Ingrid lamentaram sua morte pelas redes sociais. Em nota, o time ressaltou não ter relação alguma com o crime. “Após a liderança do clã ficar ciente do ocorrido, nos organizamos e tomamos medidas necessárias: informamos as devidas autoridades”, se manifestou o grupo.

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Foto: Reprodução/Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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