Inspiração

Lélia Gonzalez: família lança acervo digital da obra e da trajetória da pensadora

Redação Hypeness - 24/02/2021 | Atualizada em - 25/02/2021

Batizado como “Lélia Gonzalez Vive” um acervo digital da obra e da trajetória da pensadora mineira foi lançado com o objetivo de manter vivo e de popularizar o legado da ativista, antropóloga, professora, filósofa e uma das pioneiras a tratar sobre feminismo negro no Brasil a partir de uma perspectiva afro-latina-americana.

Em cada plataforma, serão publicadas entrevistas, palestras, aulas da historiadora e até indicações de obras produzidas por Lélia durante a vida. 

A iniciativa também tem o intuito de reunir trabalhos sobre a educadora, assim como depoimentos de familiares, de pesquisadores e de outras personalidades que se inspiraram na luta antirracista de Lélia dentro e fora da área acadêmica.

Logo oficial do projeto 'Lélia Gonzalez Vive'

Logo oficial do projeto ‘Lélia Gonzalez Vive’, que foi lançado em 22 de fevereiro de 2021

Além de Angela Davis quem chamou a atenção do público brasileiro ao perceber a falta de reconhecimento da obra de Lélia Gonzalez no país —, a lista de intelectuais impactadas pela obra da ativista mineira inclui personalidades como as filósofas Sueli Carneiro e Djamila Ribeiro e a escritora Joice Berth.

Com foco em canais digitais, o projeto busca atingir um público mais diversificado para levar as reflexões da pensadora para além do ambiente acadêmico, onde atualmente é mais popular.

Assim, é possível acompanhar as novidades do acervo do “Lélia Gonzalez Vive” no site da ONG Nossa Causa e nas redes sociais da instituição (@nossacausa no Instagram e no Twitter e /nossacausa no Facebook).

O pensamento de Lélia Gonzalez

Ao reunir ideias das mais diversas áreas de conhecimento — desde a psicanálise até o candomblé — Lélia traça um caminho fundamental para entender o Brasil contemporâneo.

Por meio de reflexões sobre questões raciais e de gênero, a antropóloga mostra possibilidades fundamentais de como contribuir para a promoção de uma sociedade mais democrática para todos.

Foto de Lélia Gonzalez feita pelo fotógrafo Cezar Loureiro, da Revista Cult

O trabalho de Lélia é muitas vezes considerado como o ‘norte’ do estudo da interseccionalidade entre raça e gênero no Brasil

Ao longo de suas décadas de atuação profissional, Lélia também estudou Antropologia, Sociologia e Psicanálise e foi a primeira intelectual a sair do Brasil para debater a condição da mulher negra brasileira.

Durante a atuação internacional, a historiadora se destacou como vice-presidenta do 1º e do 2º Seminários da ONU sobre a “Mulher e o apartheid”, ambos em 1980.

Em um contexto de visibilidade do feminismo branco e europeu nos debates acadêmicos e dentro da militância, a antropóloga se tornou pioneira ao propor um feminismo que contemple também as dimensões raciais e que seja precursor de um pensamento decolonial.

Principal pensadora brasileira dentro do que hoje se chama interseccionalidade nos debates sobre raça e gênero, Lélia foi também uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN).

Tudo isso além de ser integrante do primeiro Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e de participar dos debates para elaboração da Constituição de 1988.

Mais informações sobre a vida, carreira e pensamentos de Lélia Gonzalez, você encontra no perfil oficial da antropóloga no Instagram (@leliagonzalezoficial).

Publicidade

Foto de destaque: Acervo Lélia Gonzalez // Foto 1: Divulgação/'Lélia Gonzalez Vive' / Foto 2: Reprodução/Cezar Loureiro para 'Revista Cult'


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.


X
Próxima notícia Hypeness:
Dor nas costas: exercícios rápidos com esse rolo podem te ajudar a melhorar