Debate

Malcolm X: carta indica plano do FBI e polícia de NY para assassinar líder negro

Redação Hypeness - 25/02/2021 | Atualizada em - 01/03/2021

Morto em 1965, aos 39 anos, em Nova York, o ativista negro norte-americano Malcolm X não teve, até hoje, o assassinato totalmente esclarecido. Contudo, o surgimento recente de uma carta aponta para uma possível conspiração entre o FBI e a polícia de Nova York contra a vida do ferrenho defensor dos direitos civis da comunidade negra estadunidense.

A atual hipótese mais aceita sobre a origem das balas que mataram o líder negro é a de que elas partiram de três fundamentalistas islâmicos.

O que diz a carta?

Escrita por Raymond Wood, ex-oficial da Polícia de Nova York, a carta denuncia supostas prisões arbitrárias de homens que cuidavam da segurança de Malcolm X dias antes da morte do ativista.

Segundo o documento, o ex-policial teria confessado, no próprio leito de morte, que havia recebido instruções de superiores para prender guardas responsáveis por manter Malcolm seguro.

Foto mostra Malcolm X durante um discurso

Malcolm X foi assassinado durante um discurso feito no dia 21 de fevereiro de 1965

Ainda de acordo com a carta, Wood teria recebido ordens de seus chefes para influenciar alguns guardas da equipe de Malcolm X a cometerem crimes poucos dias antes do assassinato.

Assim, esses seguranças foram levados à custodia, longe da ação que resultou na morte de um dos maiores representantes do movimento negro norte-americano, durante um discurso no Audubon Ballroom, em 21 de fevereiro de 1965.

Foto de Malcolm X durante discurso

Intelectual e articulado, Malcolm X costumava discursar também dentro de universidades

Wood afirma que, se aqueles homens não tivessem sido presos, eles estariam cuidando da segurança das portas por onde os assassinos de Malcolm X entraram armados.

Conforme a confissão redigida pelo ex-oficial, esses acontecimentos foram parte de um plano organizado cuidadosamente pelo FBI e pelo departamento de polícia de Nova York para dar fim à vida do ativista muçulmano.

Resposta da família de Malcolm X

Devido ao surgimento da nova evidência, a família de Malcolm X exigiu que toda a investigação sobre o assassinato fosse retomada e reexaminada.

O pedido foi reforçado pelo advogado de direitos civis Ben Crump, que está representando as filhas de Malcolm e liderando a acusação.

Por outro lado, também existem relatos de que o próprio líder negro teria reduzido a segurança durante suas palestras e discursos nos dias que antecederam o assassinato.

Texto escrito com informações do site da “Revista Monet“.

Publicidade

Fotos: Getty Images


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.


X
Próxima notícia Hypeness:
Ela foi presa ao recusar devolver quase R$ 7 milhões depositados em sua conta