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Padre Robson é envolvido em áudios comprometedores: ‘Se o senhor pudesse matar ele para mim, eu achava uma benção’

por: Redação Hypeness

Áudios do Padre Robson de Oliveira, figura mais importante da Afipe (Associação dos Filhos do Pai Eterno), revelam que o pároco era conivente com o assassinato de uma de seus braços direitos na instituição religiosa. O conteúdo obtido pela Polícia e divulgado pelo ‘Fantástico’ relaciona o líder católico com suborno de policiais, membros da Justiça goiana e outros tipos de extorsão.

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‘Se você pudesse matar ele para mim, eu achava uma benção’

Os áudios obtidos pela Polícia Civil foram recolhidos após o próprio padre acusar um hacker de extorsão. O jovem Welton Ferreira Nunes Júnior, de fato, cometeu extorsão contra Robson com informações obtidas ilegalmente e que poderiam comprometer Robson. Segundo a Justiça, o crime ocorreu após o pároco e Welton manterem relações sexuais. O material obtido por Welton caiu nas mãos da polícia, que iniciou uma investigação sobre propinas, acordos, ameaças e desvio de dinheiro da Afipe.

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Em um dos áudios interceptados autoridades, o padre afirmava para um de seus advogados que a morte de Anderson Fernandes, um dos dirigentes da entidade envolvido em casos de suborno, seria uma benção. “Se você pudesse matar ele para mim, eu achava uma benção. Acaba com esse cara, bicho. Isso aí só vai atrapalhar nossa vida. Para mim, até hoje, foi um atraso”, sugeriu o padre.

Tanto a defesa de Anderson como a de padre Robson dizem que os áudios são montagens e que essa era uma brincadeira comum entre o líder religioso e o subordinado.

Suborno a desembargadores e extorsões frequentes

A reportagem do Fantástico ainda revelou que diversas pessoas extorquiram Robson e que ele pode ter cometido suborno contra várias autoridades. Há dois casos

Suborno em relacionamentos amorosos

Em pelo menos duas ocasiões, Robson se envolveu em casos amorosos que renderam extorsões. Em um momento, ele se relacionou com uma mulher chamada Talitta Di Martino e teria dado R$ 350 mil ao marido dela para que ele fizesse uma biografia do pároco.

Em outra situação, um homem chamado Bira extorquiu Robson – também com informações sobre relacionamentos amorosos. Bira teve acesso ao material dos hackers e queria R$ 500 mil do padre para manter os dados em sigilo. O chefe da Afipe fez uma contraproposta de R$ 200 mil.

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Confira transcrição obtida pelo ‘Fantástico’:

Padre: “O que você tem mesmo sobre mim? Que possa me afetar. Você falou que tem cópias. Tem alguma aí no seu carro?”
Bira: “Não.”
Padre: “Porque, assim, se eu não tiver um material palpável, como é que eu vou entender que isso é relevante, entendeu?”
Padre: “Bira, deixa eu te explicar uma coisa: eu sou um sacerdote”.
Padre: “Você não abaixa esse valor de R$ 500?”.
Bira: “Não”.
Padre: “Então vamos combinar 200 mil”.
Padre: “Anota meu telefone aí. Você vai pensar esse valor melhor”.

Suborno a desembargadores

Após a Afipe ter sido processada por calote na compra de uma fazenda no valor de R$ 15 milhões, registros obtidos pela polícia informam que Robson teria ordenado uma propina no valor de R$ 750 mil dividida entre os três desembargadores que avaliariam o caso.

Advogado: “Deixa eu falar um negócio para o senhor. Só para relembrar. Uma parte desse valor já não me pertence”.
Anderson: “Ele está dizendo que, para ganhar lá no Tribunal, ele comprou pessoas”.
Padre: “Qual é essa parte?”.
Advogado: “O senhor se comprometeu com R$ 750 mil lá. Só para o senhor ter uma noção: dos três desembargadores, R$ 500 mil para um e o resto é dividido para dois”.

O Tribunal de Justiça de Goiânia disse que o conteúdo dos áudios não é o suficiente para começar uma investigação ou constatar irregularidades. A investigação contra Robson foi interrompida por ordem da Justiça goiana em Outubro do ano passado. Agentes de segurança de Goiás afirmam que há obstrução de Justiça em favor do pároco do Divino Pai Eterno.

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Fotos: Reprodução/Instagram/foto 1: Divulgação/Afipe


Redação Hypeness
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