Debate

‘Roda Viva’ com vereadora trans no centro tem 1º jornalista transexual de sua história

Redação Hypeness - 02/02/2021

Na última segunda-feira (1), a entrevistada do Roda Viva foi a vereadora paulistana do PSOL, Erika Hilton. A entrevista com a mulher mais votada do último pleito e defensora da pauta LGBTQIA+ contou com um avanço de diversidade na bancada: a participação de Caê Vasconcelos, jornalista da Ponte, primeiro homem trans a participar do programa de entrevistas mais importante do país.

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O jornalista Caê Vasconcelos foi um dos entrevistadores de Erika Hilton, parlamentar trans na Câmara de Vereadores de São Paulo

Caê foi a primeira pessoa trans a participar da banca do Roda Viva. “A expectativa está gigante. É uma responsabilidade imensa. Quero que outros jornalistas trans tenham essa oportunidade”, afirmou à Ponte, veículo em que trabalha.

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“Pode-se dizer que esta é uma das bancadas mais plurais na história do programa. Uma rápida observação nos últimos doze meses vai mostrar que estamos empenhados em ampliar o espaço para que todos os setores da população estejam representados, tanto como entrevistado como na bancada de entrevistadores”, diz a assessoria da TV Cultura.

Olha que sensacional:

Erika Hilton debateu violência e desconstrução no Roda Viva

A entrevistada da vez, Erika Hilton, passa por um momento grave: ela foi vítima de ameaças físicas na última semana. Após sofrer injúrias raciais e transfóbicas, Hilton abriu um processo contra 50 pessoas que a ofenderam nas redes sociais. Uma delas, que se autonomeia ‘Garçom Reaça’, a intimidou em seu gabinete na Câmara. Caê questionou a vereadora sobre a violência política sofrida por parlamentares do PSOL:

Em uma semana onde o tema de diversidade e cancelamento entrou em voga por conta do Big Brother Brasil, Erika se posicionou em favor de um discurso didático para explicar o sofrimento de minorias no nosso país.

“Só vamos construir um diálogo com quem está do outro lado, olhando para a pauta de gênero, da sexualidade como uma coisa demoníaca, se partirmos para o campo da didática, da pedagogia”, afirmou Erika durante sua entrevista.

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“A gente precisa encontrar uma didática para mostrar que não há nada de errado conosco e que não queremos acabar com a família, só queremos que haja democracia na família. Quando encontrarmos as palavras certas, que cheguem para as famílias, para as pessoas que ainda não atingimos, será um momento crucial da nossa história. Seremos vistas, ouvidas e passaremos a mensagem de que não queremos destruir nada. Nosso propósito é de construção”, afirmou.

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Fotos: Reprodução/Ponte Jornalismo


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