Fotografia

Sinfonia de leões, hipopótamos famintos e um tigre de cair o queixo em fotos espetaculares

Vitor Paiva - 04/02/2021 | Atualizada em - 04/03/2021

Se em um primeiro olhar o trabalho do fotógrafo britânico Simon Needham pode parecer o registrar a beleza estonteante e a força profunda dos mais incríveis animais selvagens em seus habitats naturais – principalmente em santuários e reservas na África -, o verdadeiro propósito por trás é que as imagens denunciem a ameaça sob o qual os animais vivem. “Se não tomarmos cuidado, os únicos lugares que poderemos ver alguns desses animais serão os livros e os zoológicos”, ele diz – lutando para que suas fotos não deixem de ser uma celebração para se tornarem memórias de tais animais.

Mais do que revelar a beleza dos animais e da natureza, portanto, o fotógrafo que hoje vive em Los Angeles, nos EUA, pretende com suas fotos chamar atenção não só contra a caça e os ataques diretos aos animais, mas também à questão da destruição do próprio habitat dos bichos. “Conforme os humanos ocupam mais e mais terras, restam menos lugares para os animais viverem”, comentou.

“Esse é um dos muitos problemas, o fato de não restar mais muita ‘natureza selvagem’ para os animais viverem. Então, quando as pessoas dizem para ‘deixarmos os animais livres’, infelizmente restam poucos espaços para isso, sem mencionar as ameaças de caça”, afirmou.

Simon também trabalha como fotógrafo comercial e artístico, e começou a se dedicar a registrar a vida selvagem em 2017. “Eu gosto especialmente de fotografar animais ameaçados, e por isso – e por sua beleza e força estonteante – que eu definitivamente me atraio especialmente por leões”, comentou. “Não é fácil se aproximar dos leões, e para fotografar é preciso também ter paciência, um bom olho para luz e para clicar o momento certo, quando o leão faz uma expressão maravilhosa ou se engaja em alguma ação interessante”, explica.

O contexto da atual pandemia naturalmente vem impedindo que Simon volte à África para novos registros da vida selvagem, mas ele garante que não vê a hora de poder retomar esse trabalho, um fim de seguir na grande lista de animais que ainda pretende fotografar. “Por ser relativamente novo nesse trabalho, eu ainda quero fotografar muitos animais, como gorilas, orangotangos e pangolins”, comentou. Infelizmente o sentido profundo de seu trabalho também segue urgente e necessário, diante de uma igualmente longa lista de animais ameaçados.

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© fotos: Simon Needham


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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