Criatividade

Volta Carnaval! Esta galeria do ‘I Hate Flash’ é um hino de amor e saudade

Gabriela Rassy - 09/02/2021 | Atualizada em - 11/02/2021

Carnaval, ano novo, grandes e lindos eventos. Mas mais do que isso: pessoas juntas. O onipresente coletivo I Hate Flash está em todos os cantos mostrando a alegria que é estarmos unidos em meio à amigos e boa música.

Com essa saudade louca que estamos de aglomerar, mas especialmente nesta semana, de carnavalizar, um ensaio fotográfico nos trouxe aquele carinho no coração.

Esta seleção especial de fotos do último Carnaval de São Paulo em 2020 chega dá até gatilho. Mas daquele tipo bom, de atiçar na lembrança o grito guardado para todo fevereiro.

Quem vive o Carnaval, seja como folião ou alegoria, tocando nos blocos ou só tocando o terror nas ruas, sabe do que eu estou falando.

Pensar em cada ano acordar mais cedo para conseguir chegar perto da Charanga do França nas pequenas ruas de Santa Cecília.

A Espetacular Charanga do França pelo I Hate Flash

A Espetacular Charanga do França pelo olhar de Marcelo Paixão, do I Hate Flash

A Espetacular Charanga do França

Encontros e amor na Espetacular Charanga do França, em 2020

A Espetacular Charanga do França 2020 por Marcelo Paixão

Como lidar???

Encontrar todos os amigos no balanço certo da Pilantragi, acenando para Rodrigo Bento me ver no meio da multidão, dançando juntinho com as Maravilhosas Corpo de Baile.

Bloco da Pilantragi 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Bloco da Pilantragi 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Bloco da Pilantragi com Maravilhosas Corpo de Baile 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Maravilhosas Corpo de Baile no Bloco da Pilantragi 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Grazi Mayer, fundadora das Maravilhosas Corpo de Baile, no Bloco da Pilantragi 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Grazi Mayer, fundadora das Maravilhosas Corpo de Baile, no Bloco da Pilantragi 2020 por Ariel Martini/I Hate Flash

Bateria Bloco da Pilantragi

Bateria sem defeitos do Bloco da Pilantragi

Haja planejamento para fazer caber na programação a bateria pesadíssima do Desculpa Qualquer Coisa, e o multicolorido Caetano Virado.

Bloco Desculpa Qualquer Coisa por Bléia Campos/I Hate Flash

Bloco Desculpa Qualquer Coisa por Bléia Campos/I Hate Flash

Bloco Desculpa Qualquer Coisa por Bléia Campos/I Hate Flash

Desculpa Qualquer Coisa sai na Augusta todos os anos. Foto: Bléia Campos/I Hate Flash

Desculpa Qualquer Coisa

Desculpa Qualquer Coisa

Bloco Caetano Virado. Foto: Bléia Campos/I Hate Flash

O colorido e delicioso bloco Caetano Virado. Foto: Bléia Campos/I Hate Flash

Bloco Caetano Virado. Foto: Bléia Campos/I Hate Flash

Caetano Virado e apaixonado <3

Quando Rio e São Paulo se encontram

O Toco Xona é primeiro bloco LGBTQI+ de Carnaval fundado por mulheres lésbicas que no repertório faz releituras de Madonna a É o Tchan.

Bloco Toco Xona por Bléia Campos e Aline

Bloco Toco Xona por Bléia Campos e Aline Reis

Ele surgiu em 2007 no Rio de Janeiro e há 3 anos ocupa as ruas de São Paulo com muito amor e suingue.

Bloco Toco Xona por Bléia Campos e Aline Reis

Bloco Toco Xona por Bléia Campos e Aline Reis

Haja amor <3

Bloco Toco Xona por Bléia Campos e Aline Reis

A história do I Hate Flash

Durante um hiato criativo, enquanto ainda estava na faculdade, Fernando Schlaepfer resolveu carregar uma câmera para todos os lugares. Ele fotografava tudo que fazia, indiscriminadamente.

As festas de amigos entravam nos cliques. Em seguida, ele enviava as imagens para o pessoal por ICQ e MSN. Era uma época em que praticamente não existiam fotógrafos profissionais em festas.

No máximo, aquelas equipes sérias que, normalmente, fazem fotos de casamento. Só que o hobby cresceu e já não dava mais para enviar tudo por chat, então Fernando criou um Flickr para disponibilizar as imagens.

Não havia uma segunda intenção voltada para o lado profissional, mas a atividade acabou ‘estourando’ rapidamente.

“Era um tipo de foto diferente, eu fazia testes e a galera se amarrava, mas a primeira vez que me perguntaram quanto cobrava para fotografar profissionalmente não entendi nada”, conta Schlaepfer.

Quanto mais festas Fernando era chamado, mais amigos ele convidava para fotografar também, mesmo que as pessoas não soubessem, afinal, ele também estava aprendendo. Então, aconteceu o divisor de águas para entrar no mundo profissional.

Em 2011, Schlaepfer foi chamado pela equipe do Rock in Rio para cuidar de uma área que era pequena até então, a internet – na época a prioridade eram os veículos impressos.

Daí em diante, a coisa toda deslanchou. Fernando viajou a convite de uma marca para fotografar festivais pelo mundo.

É difícil, na verdade, dizer onde o I Hate Flash não está. Além dos festivais no Brasil e no mundo – Coachella, Tomorrowland, Circle, Burn Man, Sónar – o coletivo faz coberturas dos camarotes durante os carnavais e de festas de réveillon espalhadas por todo país.

O I Hate Flash preza pela diversidade. Em todos os trabalhos existem metas em relação a inclusão de mulheres, LGBTQIA+ e negros. E a busca é constante.

As pessoas são o DNA do I Hate Flash

O I Hate Flash, desde o início, sempre representou a essência das pessoas que fazem parte dele. No começo, era uma galera bem jovem que fotografava festas, mas conforme o tempo foi passando os colaboradores foram amadurecendo e o trabalho também.

“Ao longo dos anos fomos montando uma equipe com muito cuidado. Sempre prezamos pelas pessoas que estão com a gente, esse é o nosso DNA. Todo mundo que está agora ajudou a ‘mudar o jogo’. Nunca vemos uma contratação como ‘apenas um funcionário’. Inclusive, nem gostamos dessa palavra. Aqui todo mundo está no mesmo barco”, explica Léo Neves, um dos sócios do coletivo.

Vivendo no dia a dia um molde sustentável, nenhum dos sócios quer enriquecer às custas do trabalho dos outros.

O objetivo é trabalhar em algo que faça sentido para todos envolvidos, juntar pessoas incríveis e fazer com que elas vivam dos sonhos e talentos de uma maneira leve e, claro, sejam bem remuneradas e valorizadas.

“Um monte de moleques zoando, virou uma empresa com princípios incríveis. Ninguém faz o que a gente faz, da maneira que executamos. Muita gente tenta, mas é difícil. Somos muito apaixonados pelo nosso trabalho”, fala Francisco Costa, um dos sócios e responsável pelo financeiro do IHF.

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Fotos: Marcelo Paixão, Bléia Campos, Aline Reis e Ariel Martini/I Hate Flash


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.