Debate

Xenofobia vai de atitudes de Karol Conká e Projota no ‘BBB’ até suspeita de vacinas da China

por: Redação Hypeness

Xenofobia é o medo, a aversão, a repulsa ou a desconfiança em relação ao que ou a quem é, de alguma forma, estrangeiro. Atitudes de participantes do “BBB 21”, como Karol Conká e Projota, e a suspeita infundada sobre a real eficácia da vacina Coronavac, desenvolvida na China, são exemplos da amplitude de formas pelas quais o pensamento xenofóbico pode se manifestar.

Cenas de Karol Conká, Juliette e Projota no 'BBB 21'

Karol Conká e Projota vêm sendo alvos de críticas por conta de comentários xenofóbicos sobre a paraibana Juliette

Xenofobia no ‘BBB 21’

Criticada por diversas atitudes questionáveis dentro da casa do “Big Brother Brasil 21“, a rapper curitibana Karol Conká tem sido acusada por usuários de redes sociais de promover violência psicológica contra dois participantes: Lucas Penteado e Juliette Freire.

No caso de Juliette, a artista tem não apenas estimulado a exclusão social da advogada e maquiadora paraibana dentro do programa, como também tem debochado e criticado inúmeras vezes o tom de voz e o sotaque da nordestina de Campina Grande.

Em uma das ocasiões em que os comentários xenofóbicos foram proferidos, a cantora disse: “É o jeito dessa pessoa [Juliette], pois na terra dessa pessoa é normal falar assim. Eu sou de Curitiba, entendeu? É uma cidade muito reservadinha… eu tenho muita educação para falar com as pessoas.”

Seguindo a mesma linha dos comentários de Karol, o rapper paulista Projota também tem verbalizado ofensas de cunho xenofóbico e discriminatório em relação às falas e ao sotaque de Juliette.

“Não conseguia manter no pianinho. A voz começa a subir”, disse o artista para, logo em seguida, imitar de maneira caricatural a suposta forma com que a fala da paraibana aumenta de volume.

“Você fala, ‘Meu Deus, caralho, segurou, relaxou, velho'”, concluiu ele.

Incomodada com a situação, que se tornou frequente, Juliette desabafou: “Uma experiência que eu posso dizer é que eu senti na minha pele as pessoas ironizando na minha cara, debochando, achando que eu tava mentindo, mangando, tirando onda do meu sotaque, me imitando”.

Além das ofensas e de atitudes diretamente xenofóbicas sofridas por Juliette, a participante do “BBB 21” também foi ignorada por outros participantes da casa.

Xenofobia contra a vacina Coronavac, da China

Mesmo submetida a todos os protocolos científicos de qualidade, a vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, enfrenta uma onda de desconfiança pelo simples fato de ter origem na China.

Testada em parceria com o Instituto Butantan, no Brasil, a vacina chinesa apresentou 100% de eficácia imunizante contra casos graves e moderados de Covid-19.

Apesar disso, políticos anti-vacina como o presidente Jair Bolsonaro alimentaram e incentivaram desconfianças, sem bases científicas, em relação ao produto, que foi aprovado para uso emergencial pela Anvisa no dia 22 de janeiro de 2021.

Após a confirmação de que o coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, na China, em 2019, não foi só o desenvolvimento de uma vacina chinesa que virou alvo de suspeita e preconceito.

Inúmeras pessoas amarelas passaram a sofrer ataques xenofóbicos ainda mais sérios, intensos e frequentes em países ocidentais.

Em fevereiro de 2020, por exemplo, a usuária do Twitter Marie Okabayashi compartilhou um caso de xenofobia que sofreu no metrô do Rio de Janeiro.

“Essa mulher esperou eu me dirigir para a porta do vagão para gritar ‘olha lá a chinesa saindo, sua chinesa porca’, ‘nojenta’ e ‘fica aí espalhando doença para todos nós’”, contou Marie, na rede social.

O caso foi denunciado à polícia.

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Fotos: Reprodução/Rede Globo


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