Arte

Agenda Hype em casa: semana do Dia da Mulher com programação feminina e poderosa

Gabriela Rassy - 10/03/2021 | Atualizada em - 12/03/2021

Semana do Dia Internacional da Mulher e nós temos o quê? Uma agenda toda feminina, feminista e poderosa. Difícil até destacar no meio de tantas maravilhosidades, mas vamos lá!

A live “O Legado de Lélia Gonzalez“, que faz um debate rico sobre a obra da antropóloga, é a pedida para a sexta. Na quinta, Raquel Virgínia (As Baías) e Silvanny Sivuca participam do programa Afetos, da Casa Natura Musical. Já nos lançamentos, aguardamos ansiosas o primeiro álbum do Samba de Dandara.

Para amantes do cinema, a boa é aproveitar a programação do 1º Pajubá – Festival de Cinema LGBTI+ do Rio de Janeiro, além do especial da cineasta Tata Amaral no Sesc Digital e das estreias feministas do 1º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos.

O lançamento literário da semana fica com Mila Burns e sua investigação sobre o universo de Dona Ivone Lara e de seu disco “Sorriso negro”.

Vem na minha!

#live

O Legado de Lélia Gonzalez
Facebook do Grupo de Estudo e Pesquisa Interdisciplinar Lélia Gonzalez
Sexta, 12/3, 19h
No mês em que os debates sobre gênero ganham força devido ao Dia Internacional da Mulher, a família da antropóloga e ativista Lélia Gonzalez participa de debate sobre o legado da pensadora. A historiadora e neta de Lélia, Melina de Lima, e a artesã e yalorixá Eliane de Almeida, sobrinha da antropóloga, se juntam à professora Amanda Motta Castro, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em conversa online. A iniciativa é dedicada a estudos feministas, antirracistas, antipatriarcais, antiLGBTfóbicos, antielitistas e antidiscriminatórios. Familiares da antropóloga, Melina e Eliane fazem parte do projeto “​Lélia Gonzalez Vive”, fruto da parceria entre a família da ativista e a ONG Nossa Causa. A iniciativa reúne conteúdos sobre a trajetória e a obra da intelectual negra tanto no site da ONG​ quanto nas ​redes sociais​.

Raquel Virgínia (As Baías) e Silvanny Sivuca
Quinta, 11/3, 19h
Grátis
As lives estão de volta na Casa Natura Musical enquanto o espaço espera por um momento mais apropriado para a retomada dos shows presenciais. Para o mês de março, passam pelo Instagram (@casanaturamusical) mulheres com experiências, relações e vivências distintas, garantindo a pluralidade e o fomento à debates relevantes que sempre fizeram parte da curadoria do equipamento cultural. As conversas fazem parte do Afetos, projeto que traz para as telas dos celulares um bate-papo de camarim íntimo e acolhedor compartilhado com o público. Nesta semana, Raquel Virgínia, do grupo As Baías, e a percussionista Silvanny Sivuca, que integra as bandas de Emicida e Fióti, participam do evento online.

1º Pajubá – Festival de Cinema LGBTI+ do Rio de Janeiro
8 a 14 de março
Grátis
Chama as manas, monas, minas e manos! Depois de anunciar a primeira edição e convocar realizadores de todo o país para inscreverem suas obras audiovisuais, o Pajubá anuncia a programação oficial completa. O evento, que será transmitido gratuitamente e para todes, exibe 35 filmes diversos em estética, enredo e linguagem, 30 deles selecionados pela curadoria dentre mais de 272 inscrições. O Pajubá também oferece debates com os realizadores, seminários e masterclasses, com temáticas, como roteiro, criação de coletivos e políticas de visibilidade.

Encontro Virtual com Poetas Populares 
6 de março e 24 de abril, sábados, sempre às 16h, no canal oficial no YouTube
Grátis
O projeto vai apresentar os versos e a prosa de 16 grandes cordelistas – do sergipano octogenário João Batista Melo, com mais de 150 livretos publicados e carta da ONU, até o capoeirista carioca Victor Lobisomem, beirando os 5o anos – alinhavados em oito temas, com dois artistas por vez, em conversas ao vivo mediadas por estudiosos e conhecedores deste universo.

Festival A Cidade Precisa De Você 
11 a 14 de março
Grátis
A terceira edição do evento traz uma série de atividades gratuitas que dialogam com os temas Cultura, Memória e Pertencimento na Cidade. O público vai poder conferir rodas de conversas, oficinas, projeções mapeadas, filmes e exposição virtual colocando artistas, urbanistas e agentes dos territórios em diálogo. A abertura traz sarau, com curadoria de Raquel Almeida (Sarau Elo da Corrente), participação de Camila Cardoso (Quilombaque), Edinho Santos (Slam do Corpo), Paloma Xavier (Espaço CITA) e Thalita Duarte (Ocupação Artística Canhoba). Durante o evento, a sétima arte estará representada com quatro filmes que dialogam com os eixos curatoriais do festival: Era o Hotel Cambridge (Eliane Caffé), Cidades Afetivas (Nanashara Piazentin Gonçalves e Junior Köche), Incomuns (Isabela Umbuzeiro Valent) e Visionários da Quebrada (Ana Carolina Martins).

Sonhos Movediços #1 com participação de Dani Nega
Quinta, 11/03, às 20h
Grátis
Dani Nega, MC, atriz e ativista dos movimentos negro e LGBTQI+, é a convidada do show online da Meneio, banda conhecida por sua música sensorial que se inspira no trip hop, post rock e elementos psicodélicos. O grupo abre os trabalhos de uma série de shows online que marcam a transição entre os dois álbuns de estúdio (instrumentais) com os próximos trabalhos que terão a presença de múltiplas vozes.

Olhos Coloridos – Um Hino? | Youtube
Domingo, 14/3
Grátis
A live promete resgatar a história da música lançada em 1982 e eternizada pela voz de Sandra de Sá. Macau convida a própria Sandra, além de BNegão, Mayla Hadalla, Augusto Bapt, Jô Borges, Nanda Fellyx e Verônica Bonfim para a apresentação. A música, composta por Macau em 1972, foi um sucesso, estourou nas paradas populares das rádios e programas de TV no ano de 1982, quando foi lançada por Sandra de Sá e segue até hoje tendo diversas regravações.

#lançamento

Samba de Dandara | Samba de Dandara
Após oito anos de trajetória por espaços cativos do samba paulista, o Samba de Dandara, roda composta apenas por mulheres, começa a mostrar ao público o resultado de seu primeiro disco autoral, homônimo. No próximo dia 12 de março, a banda lança em suas redes sociais a pré-venda de unidades limitadas do CD em kits com camisetas, ecobags e outros itens personalizados do projeto. Selecionado por Natura Musical em 2018, o álbum reúne 14 faixas inéditas, que contemplam canções autorais e de compositoras contemporâneas da cena de São Paulo, além de contar com participações especiais de nomes como Fabiana Cozza e Raquel Tobias.

Stefanie
Stefanie inicia as produções de 2021 com “Raio de Sol”, single em parceria com Zudizilla, lançado na última terça-feira (2) e acompanhado de videoclipe. O feat vem em boa hora, trazendo uma mensagem de conforto para encarar os desafios e uma batida que combina com o verão. Aproveitando o tema solar, a MC rodou as cenas no interior da quente Goiás, com a natureza como cenário. Já Zudizilla gravou suas cenas numa desértica praia em Salvador. A produção, assinada por DJ Soares, tem guitarra, trompetes, trombones, baixo, bateria e synths. Na última parte do instrumental, o DJ usou mandolin por cima da guitarra criando uma harmonia mais vigorosa para fazer o encerramento. “Raio de Sol” é a primeira composição em que Stefanie solta a voz para cantar alguns versos, um toque novo para quem segue a veterana das rimas. A rapper teve direção vocal de Wes Di Castro.

Carol Biazin e Glória Groove | Rolê
Dois dos maiores nomes da nova geração do pop no país e da comunidade LGBTQIA+, se juntaram para uma bela parceria. A dupla lança, no dia 12 de março, o single Rolê, a segunda faixa secreta de Beijo de Judas, novo álbum de Biazin. Abordando a temática da superação de um relacionamento tóxico e as voltas que o mundo dá, Rolê foi produzida pelo coletivo Los Brasileiros, responsáveis por sucessos de artistas como Anitta, Vitão e Jão.

Simaria, Giulia Be e Malía | Te Sigo Somando
Em uma parceria inédita, as cantoras desenvolveram o single em celebração à mulher, trazendo enfoque no empoderamento feminino. A união desse trio, que individualmente já são destaques nas paradas musicais com o sertanejo, trap e pop, trouxe um mix de brasilidade e força dos repertórios das grandes vozes femininas.

Katze | Samsara
A artista dá sequência a série de lançamentos que rumam ao disco Fratura Exposta, sucessor do EP “Moon Phases of a Relationship” (2017). Projeto solo da produtora musical, beatmaker, cantora e compositora curitibana Katherine Finn Zander, ex-integrante da banda Cora e baixista do grupo Noid, Katze aposta na mistura entre o trap, o rock e o indie. Depois de lançar “Psicostasia”, ela mostra a faixa “Samsara” – que recebeu videoclipe produzido pela artista com imagens próprias de tempos remotos.

#filme

Cinema #EmCasaComSesc | Tata Amaral
15 de março
Grátis
A plataforma Sesc Digital recebe o especial da cineasta Tata Amaral, pela comemoração do lançamento do 4º episódio do podcast “Era Uma Vez… São Paulo 10 Anos Depois” que a diretora e roteirista paulistana participa. O novo episódio do podcast poderá ser acessado no mesmo dia no YouTube do CineSesc. Os longas “Um Céu de Estrelas”, “Através da Janela” e “Trago Comigo” são os três destaques da cinematografia de Tata Amaral que chegarão na plataforma gratuita de streaming.

1º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos 
Até 14 de março
Grátis
O festival que começou em 7 de março apresenta uma seleção de filmes premiados, nacionais e estrangeiros, que abordam temáticas relacionadas aos Direitos Humanos, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. Nesta semana, destaque para as seguintes produções:

Kunhangue Arandu – A Sabedoria Das Mulheres
Dir.: Cristina Flória, Alberto Alvares | Brasil | 2021 | 73 min | Documentário | Livre
As nuances do universo feminino das mulheres Guarani para manter a transmissão e perpetuação de sua cultura, e as formas de resistência para manter o nhandereko, o modo de ser da etnia. Documentário realizado na Terra Indígena Jaraguá, no município de São Paulo, nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupe, Tekoa Yvy Porã e Tekoa Ita Endy.

Para Onde Voam As Feiticeiras
Dir.: Eliane Caffé, Carla Caffé, Beto Amaral | Brasil | 2020 | 89 min | Documentário | 14 anos
As encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo em uma experiência que torna visível a persistência de preconceitos arcaicos de gênero e raça no imaginário comum. No centro desta narrativa polifônica está a importância da resistência política através das alianças de luta comum entre coletivos LGBTQIA+, negritude, indígenas e trabalhadores sem teto.

Minha História É Outra
Dir.: Mariana Campos | Brasil | 2019 | 20 min | Documentário | 16 anos
O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Niázia, moradora do Morro da Otto, em Niterói (RJ), abre a sua casa para compartilhar as camadas mais importantes na busca por essa resposta. Já a estudante de direito Leilane nos apresenta os desafios e possibilidades de construir uma jornada de afeto com Camila.

Mãtãnãg, A Encantada
Dir.: Shawara Maxakali, Charles Bicalho | Brasil | 2019 | 14 min | Animação | Livre
A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Falado em língua Maxakali e legendado, o filme se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali.

#visuais

1º Exposição do Prêmio Vozes Agudas para Mulheres Artistas 
Até 1/4
Grátis
O Coletivo Feminista Vozes Agudas disponibiliza acesso online às obrasdas três artistas premiadas e duas menções honrosas, sendo elas respectivamente Laryssa Machada, portoalegrense hoje residente em Salvador, Massuellen Cristina, mineira de Sabará, Mônica Coster, paulista residente no Rio de Janeiro, o coletivo Terrorista del Amor de Fortaleza e a artista travesti Vulcânica Pokaropa, de Presidente Bernardes, interior de São Paulo. A exposição coletiva terá uma versão paulista, nas dependências da Galeria Jaqueline Martins, com visitação agendada, e um outro recorte em Brasília, na Galeria Karla Osório, reunindo outras artistas do Centro-Oeste, além de uma última itinerância em Recife, em local a ser definido, buscando apresentar o trabalho de outras artistas da região Norte-Nordeste.

Fechado Para Balanço
Sábado, 13/3, às 14h
Grátis
A Galeria Casa Jacarepaguá abre virtualmente a exposição em uma transmissão ao vivo, seguida de entrevistas com os artistas, que irão falar sobre as obras, o processo criativo, seu trabalho, seu momento, etc. A curadoria propôs aos artistas o desafio de produzir nos primeiros meses do ano duas obras diametralmente opostas: uma inspirada no pior, e a outra no melhor sentimento do seu “balanço individual” de 2020. A exposição conta com 16 obras de oito artistas, que direcionaram as felicidades e angústias contidas em 2020 para um ciclo criativo em dois extremos. O objetivo foi também “expurgar” o ano passado. Para isso, a galeria convidou não apenas artistas que já integram seu portfólio, mas também três mulheres que estão em destaque no mercado: Priscila Barbosa, Catharina Suleiman e Bea Corradi. Além delas, participam Mônica Barbosa, Leiga, Gen Duarte, Caligrapixo e Fabiano Senk.

Ao vivo VideoArtePapo MIS com Kika Nicolela
Quinta, 12/3 às 19h
Grátis
A videoartista Marcia Beatriz Granero recebe para uma conversa ao vivo no YouTube do MIS a artista visual, cineasta e curadora independente Kika Nicolela, que fala sobre seu trabalho que usa as novas tecnologias e a videoarte para colocar em questão os limites entre a ficção e a realidade, propondo experiências que interrogam as narrativas que fabricamos sobre o mundo e sobre nós mesmos. Graduada em Cinema e Vídeo pela Universidade de São Paulo e mestre em artes visuais pela Universidade de Artes de Zurique, a artista já participou de mais de uma centena de exposições individuais e coletivas em mais de 40 países.

#literatura

Dona Ivone Lara – Sorriso Negro, de Mila Burns 
No novo volume da coleção “O Livro do Disco”, da Editora Cobogó, a jornalista e pesquisadora Mila Burns apresenta o universo de Dona Ivone Lara e de seu disco Sorriso negro, lançado em 1981. Traçando analogias com o momento político do Brasil, a autora mostra como as canções sobre liberdade, orgulho negro e empoderamento feminino do álbum refletem as mudanças fundamentais que inundavam o Brasil nos anos finais da ditadura militar. Exímia cantora e compositora, Dona Ivone Lara (1922-2018) foi uma das raras mulheres a ganhar destaque e respeito no mundo do samba. Sorriso Negro, completa 40 anos em 2021, se tornou símbolo do pioneirismo e do talento da compositora e intérprete. O disco conta com participações de grandes nomes como Maria Bethânia, em “A sereia Guiomar”, e Jorge Ben Jor, em “Sorriso negro”, canção que dá nome ao disco. O álbum, com 12 doze faixas, cinco delas compostas apenas por Dona Ivone Lara, consolidou o espaço da artista na música brasileira. Por mais de 90 anos, Dona Ivone Lara, mulher negra que escolheu ser compositora de samba, superou disparidades, expectativas e obstáculos de um ambiente tradicionalmente masculino, no qual às mulheres restavam as limitadoras posições de tias, baianas ou musas. Dona Ivone Lara foi a primeira compositora mulher de um enredo de escola de samba (1965).

Colorismo, de Alessandra Devulsky
O livro trata de um tema premente para entendermos a construção da sociedade brasileira e a dinâmica das suas relações. A autora aborda desde os aspectos internos do colorismo, sua introjeção, até seu caráter estrutural, tão presente em nossa sociedade quanto o racismo. As implicações do colorismo no mundo do trabalho e na dinâmica das relações de poder também são investigadas a fundo, a fim de deixar nítido que a mestiçagem e sua origem violenta continuam repercutindo e exercendo forte papel no país. A distinção entre negros claros e retintos, capaz de desmobilizar o reconhecimento e a união entre os sujeitos com traços de africanidade, e enfraquecer a luta antirracista, é dissecado pela autora, que conclama a força política mobilizadora que pode advir do questionamento do colorismo, que estratifica os negros a partir de um olhar forjado no seio da supremacia branca. Não fica de lado, também, uma análise do colorismo a partir do feminismo negro, a fim de investigar sua repercussão tanto no aspecto afetivo quanto político de formação das mulheres negras.

#cênicas

Emaranhada – O Vessero de Mavi 
Sábado e domingo, 13 e 14/3, 16h
Grátis
Já pensou no cabelo como uma árvore? A raiz: o lugar onde tudo começa; onde os caules são cutículas, os galhos alimentam os fios; e deles brotam diferentes folhas que dizem sobre quem somos, de onde viemos, nossa ancestralidade. Nesta história, a atriz Amarílis Irani retorna às origens e convida o público a emaranhar-se num universo de aventuras, enfrentamentos e descobertas. A ideia de transformar os cabelos em árvores está na concepção de seu primeiro espetáculo solo: “Emaranhada – O Vessero de Mavi”, dirigido a toda família. A temporada contempla o mês de março inteiro nas plataformas digitais de diferentes Teatros Municipais da cidade de São Paulo, estreando no Teatro Alfredo Mesquita, passando pelos teatros João Caetano e Arthur Azevedo. O espetáculo traz a atriz-circense Amarilis Irani em trabalho solo, com texto autoral do dramaturgo Luan Valero e direção do premiado ator e mímico Marcio Moura, além de uma arrojada equipe para dar vida à personagem e aos cabelos de Mavi.

Iracema Apaulistada – Um Solo-Manifesto 
Quinta a sábado, 12, 13 e 14/3, às 19h30
No espetáculo criado, dirigido e interpretado pela atriz e diretora teatral Egla Monteiro, são apresentados relatos e memórias de uma migrante de origem indígena, que carrega consigo a história de milhares de pessoas que moram na cidade de São Paulo, de mesma condição e origem. A peça, que será transmitida gratuitamente pelo Facebook da Casa Teatro de Utopias nos dias, conta a história de uma menina que se encantou com a passagem do circo em sua aldeia, com o cinema projetado na parede do mercado da pequena cidade onde nasceu e de onde partiu com as malas nas mãos e muitos sonhos rumo à cidade grande. Agora, na maturidade, a herdeira legítima de Iracema, depois de viver em São Paulo e quase se perder de si mesma, recebe uma carta de Tupã com um convite para ouvir novamente o “Canto da Jandaia”. A partir do chamado sai em busca de sua gênese ancestral.

Machomachine | canal do Atelier Cênico 
Quinta a domingo, 11 a 14/3, às 20h
Grátis
Protagonizade peles bailarines Wilson Aguiar e Tatiane Trujillo com direção de Luciana Canton, Machomachine investiga a masculinidade tóxica e a problematiza como a origem de muitos males envolvendo a opressão da mulher na sociedade contemporânea – o machismo, o sexismo, a misoginia e a cultura do estupro – são fomentadas desde a infância e acabam formando gerações Devido ao sucesso do espetáculo Machomachine, sua temporada online foi prorrogada com mais quatro apresentações.

Banzo
Domingo, dia 14/03, às 19h
Grátis
Guiada por uma contação de história performática, a peça traz uma arte preta contemporânea com raízes, práticas afetivas e ancestrais. “Queremos, por meio de fragmentos de imaginários negros, trazer o sentimento de nostalgia, tristeza, saudades de sua pátria, costumes familiares e principalmente a liberdade que os negros africanos escravizados sentiam ao serem tirados de seu país de origem”. Em cena, Wil Oliveira e Vanessa Soares representam marcas, elementos e experiências diaspóricas, onde suas histórias e seus corpos são discursos e memórias de extrema potência, tanto estética quanto social.
Transmissões simultâneas no canal do Youtube Coletivo Agô Performances Negras e IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, fundado por Abdias Nascimento com ajuda da professora Elisa Larkin Nascimento

#podcast

Calcinha Larga
Depois de temporadas dedicadas a maternidade e sexo, o assunto da vez é amizade. Calcinha Larga é um podcast bastante honesto e um tanto engraçado sobre a vida de três mulheres superlegais (será?), muito raladoras (será?) e bastante inseguras. Camila Fremder, Helen Ramos e Tati Bernardi dão a real apesar de estarem bem cansadas das pessoas que acham que dão a real sobre qualquer coisa. Tem regra pra ser a mulher perfeita, a profissional do ano e a melhor mãe do mundo? Se tem, a gente ainda tá tentando descobrir. Quer dizer, não estamos não! Vem com tudo e mete uma roupa confortável porque calcinha justa dá candidíase. Calcinha Larga é um Original Spotify.

Olhares
Podcast feminista que tem como escopo desconstruir a visão do mundo sobre as mulheres e atribuir novos olhares. Engajar-se com o feminismo é perceber diferenças onde não deveriam existir e lutar para estas não se perpetuem. Os episódios são quinzenais. Só de ouvir, dá pra ver que é diferente!

Siriricas CO
Coletivo de 9 mulheres negras que falam sobre autoconhecimento, maternidade, sexualidade, carreira profissional, trazendo representatividade, criando laços, memórias e novas narrativas.

#delivery

A Mesa Delas
Já contamos a prévia na semana passada, mas chegou a hora de realmente provar o resultado deste lindo projeto que une quatro cozinheiras em uma bela troca de experiências. As chefs Amanda Vasconcelos, da Casa Tucupi, Cafira, do Fitó, Ieda de Matos, da Casa de Ieda, e Manuelle Ferraz, d’A Baianeira, reuniram em uma mesa ingredientes emblemáticos para cada uma. Os pratos criados a partir desse encontro, oferecidos entre os dias 8/03 e 21/03, trazem o Arroz Caldoso Terra e Mar (R$54), servido na Casa Tucupi, mini arroz no caldo de tucupi com carne de sol, camarão e farofa de beiju de tapioca e licuri, a Peixada De Pirarucu (R$62), preparada n’A Baianeira do MASP, com masala brasileira, de açafrão, pimenta de cheiro, castanha de caju e semente de coentro fresca, com hommus de requeijão moreno e farofa de farinha de Cruzeiro do Sul e, por fim, o PF Delas (R$58), oferecido no Fitó, com arroz vermelho, caranguejada com barriga de porco e feijão andu, beiju e fermentados de jiló.

Caledonia Whisky & Co e o Quimera Sandwich & Co
Em homenagem ao Dia da Mulher, o bar Caledonia Whisky & Co e o Quimera Sandwich & Co, ambos negócios dos sócios Mauricio Porto e Guilherme Vale, lançam um combo de sanduiche e dose de 30 ml de The Glenlivet Founder’s Reserve em garrafinhas especiais, que ficará disponível a partir de 9 de março até o final do mês para pedidos no aplicativo Rappi. Serão 4 opções de sanduiches: o Meatball Bahn, Schwarma Li, Ouef Bao e Croque Senhor, que harmonizam com este single malt único, destilado em alambiques de cobre na lendária destilaria de Speyside e que usa os mais puros grãos de cevada maltada. Cada combo vai custar entre R$ 74,00 e R$ 80,00 reais com a dose de The Glenlivet Founder’s Reserve.

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.


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