Inovação

Empresa desenvolve verniz que bloqueia vírus e bactérias de embalagens

Redação Hypeness - 01/03/2021 | Atualizada em - 02/03/2021

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Anjo Tintas, de Criciúma, desenvolveram um verniz que promete ajudar brasileiros e brasileiras no que ainda resta da pandemia do coronavírus. O produto da linha Nanoblock pode ser utilizado em embalagens e sacolas de supermercado e impede a proliferação de vírus e bactérias

6 hábitos da quarentena para manter mesmo quando ela acabar

UFSC e empresa catarinenste Araújo Tintas criaram um verniz bactericida e antiviral.

A substância, criada com nanotecnologia, foi testada em laboratórios autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também passou pela aprovação do Inmetro. Ela pode ser aplicada nas embalagens após a impressão nas fábricas responsáveis. 

O verniz foi testado tanto para sua eficácia contra bactérias quanto para vírus e teve êxito de 99,9% no combate aos microorganismos. O produto evitou que eles se multiplicassem na superfície das embalagens testadas e recebeu certificações científicas importantes para as duas categorias. 

Estudo sugere que uso de máscara dentro de casa pode conter coronavírus

Nos testes antivirais, a substância evitou a proliferação de um vírus da mesma família do Sars-Cov-2, que causa a covid-19, ao destruir a capa de proteínas que o envolve (aquela “coroa” que vemos nas representações gráficas) e impedir a fixação do vírus na superfície. O teste não foi feito com o novo coronavírus por questões de segurança sanitária: não havia como assegurar, em plena pandemia, que nada sairia ao controle na pesquisa. 

Pesquisador usa o verniz para aplicar em plástico de embalagem.

Experimento científico divertido que ensina a crianças a importância de lavar as mãos

Segundo a Anjo Tintas, algumas empresas de embalagens já assinaram contratos para comprar o verniz. A estimativa é que o consumidor já possa adquirir produtos que utilizam a substância daqui a cerca de 40 dias. Para identificá-los, basta procurar o texto que indica a proteção contra bactérias e vírus na embalagem ou o selo Nanoblock.

Apesar da descoberta, a pesquisadora Letícia da Costa Laqua, do Laboratório de Controle e Processos de Polimerização da UFSC, faz um alerta importante: “De nada adianta ter uma embalagem livre de bactérias e vírus se você não higieniza bem suas mãos”, avisa, em entrevista à revista “Galileu”.

 

Publicidade

Destaques: Unsplash // Foto 1: Unsplash / Foto 2: Araújo Tintas


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.