Inovação

Máscara facial de luxo promete evitar a acne e o mau hálito

Vitor Paiva - 10/03/2021

Por ainda serem nosso principal escudo contra a Covid-19 enquanto a vacinação não se completa, as máscaras se tornaram acessório onipresente, indispensável e obrigatório em nosso dia a dia – mas que traz com ela alguns efeitos colaterais, como um certo mau hálito e principalmente o aumento na incidência de acne. Apelidados de “mascne”, os casos de surgimento de novas espinhas provocadas pelo uso contínuo das máscaras é a principal reclamação para quem tem tais tendências dermatológicas – e foi pensando nessa fatia da população que a marca britânica Flora Masks lançou seu produto: se o uso não é nem pode ser opcional, que venha então uma máscara projetada para não afetar a pele de quem a veste – e nem prejudicar o hálito após um longo dia protegido contra a pandemia.

Modelo vestindo a máscara Flora Masks

Um dos modelos da máscara Flora Masks

Experimento mostra a diferença de espirrar com e sem máscara

Segundo o anúncio, a novidade foi desenvolvida em parceria com os “principais dermatologistas” do Reino Unido pelos irmãos Fergus and Ruari Bell ao longo de 9 meses para “reinventar radicalmente as máscaras e salvar sua pele”, diz o texto. “Máscaras são o novo normal, mas elas não foram criadas com foco em sua pele. Por não termos tempo para considerar os danos que as máscaras podem causar à nossa pele, a ‘mascne’ se tornou um problema em todo o mundo.

A caixa da máscara Flora Masks

A caixa de luxo na qual a máscara é vendida

Como nossa realidade mudou, muitos de nós nos vimos em uma nova e verdadeira batalha pessoal diária, para salvar nossas peles”, diz o texto, lembrando que, enquanto pesquisas afirmam que 82% da população dos 7 países mais ricos do mundo usam máscaras todos os dias, 59% dessa fatia populacional sofrem com espinhas, cravos ou outras erupções.

Um dos modelos da máscara Flora Masks

A máscara em outra opção de cor

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O trabalho de desenvolvimento da Flora Masks – que, além de dermatologistas, contou também com designers de produtos e engenheiros em sua equipe – se baseou em três objetivos: reduzir a área de contato do tecido com partes mais sensíveis do rosto, aumentar a ventilação e reduzir a umidade com o uso de uma bioespuma atóxica especial, e ainda substituir os tecidos de baixa qualidade por uma seda tipo “mulberry” hipoalergênica orgânica para máscaras manufaturadas .

As camadas diversas da Flora Mask

As camadas diversas da Flora Masks

“O resultado: a primeira máscara facial de luxo e ‘amiga da pele’ do mundo”, diz o texto. As mascaras ainda contam com a tecnologia HeiQ Viroblock, capaz de proteger da ação de micróbios e germes sobre o tecido.

A máscara em outra opção de cor

Versão branca da Flora Masks

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Para combater o famoso “bafo de máscara”, a Flora Masks conta com pequenos bastões de aromaterapia, que administram odores na parte interior da máscara, oferecidos em três diferentes “sabores” – que oferecem 72 horas de proteção. O kit ainda vem com um creme especial para ser aplicado antes do uso, um spray desenvolvido para “limpar” a máscara, e um case similar a uma caixa de óculos, para proteger a máscara quando não estiver sendo usada. Toda a produção, garante a empresa, é ainda ecologicamente correta, e tem sua pegada de carbono devidamente compensada.

As três cores nas quais as máscaras da Flora Masks são oferecidas

As três cores nas quais as máscaras da Flora Masks são oferecidas

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As máscaras de luxo da Flora Masks foram lançadas em uma campanha no site de financiamento coletivo Kickstarter, que segue até o dia 8 de abril – mas rapidamente a meta de US$ 6.920,00 dólares já foi alcançada e superada. Para a campanha produto é vendido em três diferentes cores e dois tamanhos, e um único exemplar está à venda por 30 libras, equivalentes a cerca de R$ 240 reais – esse preço, segundo a página, é com desconto de 50% em relação ao que será o custo no mercado. Uma série variada de kits e opções é oferecida na página do financiamento – onde maiores informações, detalhes e promoções podem ser acessadas. Se as máscaras se tornaram uma espécie de segunda pele durante a pandemia, é fundamental cuidar dessas duas camadas – da proteção contra o vírus e da nossa pele de fato.

Um dos modelos da máscara Flora Masks

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.