Debate

Vereadora sofre com machismo no Dia da Mulher e é censurada por blusa com ombro à mostra

por: Redação Hypeness

O ano é 2021 e a roupa da mulher ainda vira pauta ao invés de seu trabalho. Aconteceu com uma vereadora do PSOL de Vitória, a capital do Espírito Santo. Camila Valadão foi censurada por um colega durante sessão realizada na Câmara Municipal, na manhã desta segunda-feira (8).

A reclamação aconteceu por causa de uma blusa usada por Camila, que deixava um dos ombros descoberto. Ironicamente ou não, a parlamentar cumpria a função de vice-presidente da Casa na sessão ordinária de forma simbólica por causa do Dia Internacional da Mulher. A mesa diretora era presidida pela vereadora Karla Silva Coser (PT). 

Camila foi alvo de machismo e censura de colega parlamentar

Machismo sistêmico na política 

A sessão discutia alguns procedimentos internos para o funcionamento do órgão. Tudo corria bem até que o vereador Gilvan da Federal (Patriota) resolveu questionou o traje usado por Camila. “Creio que os vereadores aqui têm que estar com traje formal. E, na minha opinião, a vereadora não está com traje formal para a sessão”, disse ele em uma fala repleta de machismo e até censura. 

Confira o vídeo abaixo com o abuso praticado por Gilvan: 

Censura de vereador com rosto de Bolsonaro em máscara 

Camila argumentou que, na verdade, não havia nenhuma norma oficial sobre o assunto. Ela foi interrompida pelo parlamentar em mais uma manifestação machista. Gilvan da Federal apresentou outras duas reclamações contra a vereadora que faz oposição ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). 

“Questão de manifestação política: gostaria de saber o motivo do adesivo que está no peito da vereadora”, bradou ele. Camila utilizava um adesivo com a impressão do rosto do presidente Bolsonaro (sem partido) com a inscrição “fora, Bolsonaro! Pela vida das mulheres”.

Gilvan também se incomodou com o emprego da expressão ‘todes‘, utilizada por Camila em seus cumprimentos durante a abertura da sessão. A ideia é fazer uso de uma linguagem não binária, nada mais que uma reivindicação de pessoas que dizem pertencer ao gênero neutro.

A vereadora Camila também se manifestou no plenário da casa. Ela reclamou da atitude do colega: “na minha fala eu estou percebendo uma censura”. Sobre o adesivo que pedia a saída de Bolsonaro, argumentou que o estava utilizando pelo mesmo motivo que o seu colega, Gilvan, fazia uso de uma máscara de proteção do rosto que continha uma imagem da bandeira do Brasil, de um lado, e o rosto do presidente, de outro.“Tá no meu corpo, e eu posso utilizar”, disse Valadão. 

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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