Diversidade

8 influencers indígenas para você seguir nas redes sociais

Redação Hypeness - 05/04/2021 | Atualizada em - 07/04/2021

Quebrar preconceitos e desfazer estereótipos são os principais objetivos de indígenas artistas e influencers nas redes sociais. Com milhares de seguidores, eles usam as plataformas para chamar atenção para assuntos importantes, como a demarcação de terras e o uso de tecnologias nas aldeias. 

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O jornal “Metrópoles” e o blog “Anahata” fizeram uma seleção de personalidades indígenas que você precisa seguir. Juntamos algumas delas aqui para indicar para vocês. Lembrando sempre que se informar, principalmente sobre temas que não fazem parte do seu dia a dia, é a melhor forma de construir um mundo mais justo. 

Katú Mirim

A rapper paulistana Katú Mirim é mulher, mãe, bissexual, ativista e indígena urbana, nascida e criada na cidade. Em 2018, ela deu o pontapé inicial na hashtag #ÍndioNãoÉFantasia, para chamar atenção da sociedade quanto às fantasias de índio no carnaval. A gente escreveu sobre ela aqui. Vale a pena conferir o trabalho e a militância de Katú. 

A rapper Katú Mirim.

Hamangai Pataxó

Hamangai Pataxó é uma jovem indígena nascida no município de Pau Brasil, na Bahia. Sua origem vem dos povos Terena, Pataxó Hã-Hã-Hãe e da Aldeia Caramuru Catarina Paraguaçu, onde cresceu. Após uma viagem com a família para o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Hamangai iniciou sua construção enquanto líder indígena e ativista e costuma falar sobre questões de clima e gênero. A jovem é uma das convidadas do ‘Prosa’, o podcast do Hypeness

Hamangai Pataxó.

Daiara Tukano

Mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília (UnB), feminista e artista plástica, Daiara Tukano ganhou proeminência no cenário nacional ao alertar a sociedade sobre a questão dos Guarani Kaiwoa, em 2015. Com mais de 35 mil seguidores no Instagram, atualmente, ela é coordenadora da primeira web rádio indígena do Brasil, a Rádio Yandê.

Daiara Tukano.

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Sônia Guajajara

Em 2017, Sônia Guajajara foi convidada por Alicia Keys para subir ao Palco Mundo do Rock in Rio para falar sobre a demarcação de terras na Amazônia. O episódio marcou sua trajetória, mas a militância de Sônia pelos povos indígenas já vinha de anos e anos. Em 2018, ela foi candidata à vice-presidência na chapa de Guilherme Boulos, do PSOL. Sônia integra o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Elison Santos, do “Indígena Memes

Elison Santos é o administrador da página “Indígena Memes”, no Instagram. Como o nome já diz, ele usa memes para endereçar temáticas importantes das comunidades indígenas e também, é claro, para se divertir. “Sempre disseram que eu era bem-humorado e eu não via esse tipo de conteúdo voltado para os nossos povos, nossas questões”, contou, ao “Metrópoles”.

Elison Santos.

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Davi Kopenawa

Davi Kopenawa é xamã e líder yanomami. Sua atuação teve especial importãncia na demarcação do território Yanomami em 1992. Até hoje, a terra ainda é alvo de garimpeiros, sempre denunciados por Davi. Ele conta que é constantemente ameaçado de morte, mas não para de militar. 

Davi Kopenawa.

Eliane Potiguara

Eliane Potiguara é escritora e fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Sua obra mais conhecida é “Metade Cara, Metade Máscara”, em que fala da questão indígena no Brasil. Sua atuação pela causa a fez ser convidada para participar da elaboração da Declaração Universal dos Povos Indígenas da ONU.

Coletivo Tibira, do Indígenas LGBT

O nome do coletivo remete a Tibira, primeira vítima de homofobia no Brasil e indígena Tupinambá, que foi assassinado em 1614. O grupo é totalmente dedicado à pauta LGBTQIA+ e é composto por indígenas de diversas etnias, como a Tuxá, Boe Bororo, Guajajara, e Terena. 

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Fotos: Instagram/ONU/Acervo pessoal


Redação Hypeness
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