Ciência

Artistas da idade da pedra ficavam doidões para criar, aponta estudo

Redação Hypeness - 15/04/2021

Quando pensamos na relação entre alucinações e arte, temos os anos 60 na nossa cabeça: LSD e Woodstock, muita psicodelia. Podemos até voltar ao simbolismo francês, recheado de ópio e absinto com Verlaine e Rimbaud. Mas parece que a prática é ancestral mesmo: pesquisas recentes indicaram que os artistas que desenhavam nas cavernas estavam em um estado alterado de consciência.

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Segundo os pesquisadores, as imagens retratadas pelos artistas rupestres e a localização onde elas eram feitas dentro das cavernas indica que muitos desses artistas de períodos pré-escrita estavam interessados em alcançar um estado diferente de consciência para realizar suas obras.

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O baixo nível de oxigênio encontrado na profundidade das cavernas, combinado com as tochas levadas para iluminação criavam uma atmosfera muito rara: segundo os pesquisadores, o nível de oxigênio seria 89% menor nessas condições. Eles simularam essas condições e chegaram à conclusão de que, de fato, esse ambiente pode te deixar doidão.

O estudo mostrou que quem permanecesse por lá por muito tempo poderia alcançar o estado de hipoxia. Basicamente, com baixa oxigenação cerebral, o indivíduo entraria em um estado de transe e alucinação, suficiente para criar imagens mágicas em sua cabeça. Para eles, a experiência tinha um quê de magia e ritual.

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“A hipoxia é a provável explicação para a escolha desses locais, que geralmente estão longe da entrada da caverna e requerem passagens por caminhos estreitos e difíceis”, afirma o texto do artigo publicado no  The Journal of Archaeology, Consciousness and Culture. 

“Nós percebemos que entrar nessas cavernas escuras e profundas era uma decisão consciente e o motivo era que os seres humanos entendiam o potencial ritualístico de uma espaço com baixo oxigenação”, completa o texto.

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Fotos: © Getty Images


Redação Hypeness
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